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REPORTAGEM DO «DIÁRIO ECONÓMICO»

Leixões, um porto que nunca dorme

Camiões parados fazendo fila estrada fora como se estivessem às portas de uma fronteira que ninguém se lembrou de abrir; contentores empilhados numa pirâmide cúbica em zonas onde antes estavam parqueados dois ou três caixotes como se alguém por lá os tivesse esquecido; vagões de caminho-de-ferro numa fila ordenada a perder de vista, cada um com o seu contentor às costas; e, até bem depois da meia-noite, as duas margens do porto de Leixões tão cheias de luz como se lá se comemorasse um Senhor de Matosinhos fora de horas.

Desde que a greve dos estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal e mais sazonalmente de Aveiro e Figueira da Foz teve início, que o porto de Leixões - juntamente com o de Sines - viu a sua actividade anormalmente acrescida, na mesma proporção em que as empresas exportadoras têm desviado a sua actividade expedidora para as estruturas onde não são surpreendidas com a ameaça de novas paragens.

Mesmo assim, esta cidade de luz que foi acrescentada entre Matosinhos e Leça da Palmeira desde há cerca de quinze dias mantém-se reservada no interior da sua urbanidade: a administração do porto, ou talvez as empresas concessionárias, ou possivelmente os sindicatos, ou se calhar todos em conjunto, decidiram que não há reportagens para lá dos seus portões - mesmo que a ideia fosse tão simples como observar uma infra-estrutura que, no meio de algum caos que se instalou nas exportações, continua a trabalhar como se nada se passasse.

Portanto, fica-se à porta - onde estão os camiões e os homens que os conduzem e agora têm mais tempo para conversarem ou para não fazerem nada: segundo disse o presidente da administração do porto de Leixões, Brogueira Dias, à Lusa, o tempo médio de atendimento nas portarias passou de oito a dez minutos para 27 a 30.

Face a quem não é do sector, a reserva é a melhor arma. Por isso, à pergunta sobre como tem funcionado o porto de Leixões nestes tempos de greve, a resposta é um invariável "normalmente", como se fosse possível. E como não é, a meada lá se vai desfiando a compassos: os tempos de espera tornam todo o trabalho um pouco mais nervoso e a paciência esgota-se com alguma rapidez - principalmente entre aqueles que conduziam os camiões meia dúzia de minutos até ao porto de Lisboa e agora têm de acrescentar mais três horas ao percurso.

Um tabu de que não se fala

E os estivadores, que dizem eles sobre a greve que não estão a fazer? "Nada", respondem. Desta vez, a meada tem de ser puxada a saca-rolhas: não terão os estivadores de Leixões uma espécie de sentimento de culpa em relação aos colegas de Lisboa e de Setúbal - para quem o país tem reservado impropérios de diversa ordem por aguentarem uma situação que diz respeito a todos? "Sobre isso não lhe posso dizer nada, não sei", diz um dos camionistas abordados. Mas outro, menos ‘preso', acha que sim, que é isso: "Eles não gostam de conversas sobre a greve", afirma, para concluir que é possível que esse sentimento de culpa exista. Sim, é possível, mas a amostra conseguida às portas do porto não tem significado - fica só a sensação.

Entretanto, um navio carregado de milho - "vem da Ucrânia ou de um desses países de Leste", dizia um condutor - estava ontem a ser descarregado directamente para as costas dos camiões. É que não há tempo a perder:os operadores portuários decidiram, depois de uma reunião de emergência, acertar apenas carga destinada aos barcos que aportem ao cais nos cinco dias seguintes - sob pena de, em pouco tempo, não haver lugar onde colocar tanta ‘tralha'.
Da estrada que circunda o porto, essa ‘tralha' é bem visível: as enormes pás das eólicas gigantes que agora são a paisagem mais visível dos montes nacionais estão quase encostadas aos muros do porto, em vez de estarem sobre o cais, como é costume. Ou seja, o espaço dentro daquela cidade fechada parece estar a tornar-se um bem muito escasso.

É por isso que, dos camionistas que não têm nada que fazer e estão às portas do porto à espera de vez, até ao presidente da administração da infra-estrutura, todos parecem estar ansiosos pelo fim dos desentendimentos entre o Governo e os estivadores. De todos os estivadores, ou só dos que estão em greve? Bom, essa é a tal pergunta cuja resposta é tabu.







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