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POR ALBANO DO CARMO

Potencialidades por explorar - Haverá petróleo na costa?

Numa altura em que o País de debate com uma factura energética que não pára de subir, pela nossa alta dependência do petróleo, este artigo de Albano T. do Carmo não podia ser mais pertinente.
A esperança de encontrar o "ouro negro", em Portugal, data de 1844 e podemos considerá-la adormecida como resultado da falta ou falha de liderança na obtenção de iniciativas reais e com a devida persistência na sua prospecção.

Há que ter em conta que o petróleo existe em Portugal mas a sua prospecção tem de ser persistente e continuada, foi assim que resultou em Angola e no Brasil. Lembro-me que no Brasil também existia o mito de que era uma esperança perdida, encontrar petróleo. Hoje, o Brasil é, quase, auto-suficiente e com os conhecimentos adquiridos nesta indústria, também já exporta tecnologia avançada, em prospecção petrolífera.
Já estão decorridos mais de 25 anos quando um responsável do Gabinete de Pesquisas do Petróleo, do MIT e que tinha o know-how sobre actividades petrolíferas, afirmou que o petróleo só poderá aparecer em Portugal com sondagens. Este aviso caiu em letra morta de surdos e o mito de não existir petróleo em Portugal persistia e ainda persiste.

Julgo que algumas das prospecções anteriormente feitas em Portugal eram de origem rudimentar e com uma perfuração deficiente. Hoje, existem todas as condições com as novas tecnologias para localizar e prospectar as jazidas e até surgiram recentemente métodos de tornar os poços de petróleo que anteriormente eram pouco rentáveis em poços mais rentáveis, com a aplicação de C02.

Nos EU a alta tecnologia aplicada na recuperação dos poços eleva para o dobro as suas reservas do petróleo.
Pergunta-se: qual a política que os vários governos tem adoptado sobre este bem energético e quais os estudos feitos nas pesquisas até agora realiza¬das e quais os resultados obtidos?

Já repetidamente se tem dito que Portugal depende na sua quase totalidade da importação de energia estrangeira que está cada vez mais cara e com tendência para subidas nunca antes alcançada.
O governo deveria investir e retomar as pesquisas em águas profundas na faixa offshore da Costa Sul (Algarve) onde as potencialidades de gás e de petróleo podem estar mais avaliadas, nas suas jazidas naturais.
Está na "hora da persistência", para tentar tirar o País da crise, é necessário mais criatividade, inovação e sobretudo uma boa actuação, mas actuar rápido. O País e os portugueses merecem que da "esperança adorme¬cida", sejamos capazes de a converter em "esperança real". Produzir Gás e Petróleo em Portugal...
Repsol quis prospectar em 2002.

Indícios consistentes de quantidades de gás com interesse comercial levaram a Repsol, em consórcio com a alemã RWE- Dae, a candidatar-se, em 2002, à prospecção nos blocos 13 e 14, localizados no Sotavento algarvio.

A lebre foi levantada recentemente pelo Diário de Notícias, que adianta que o consórcio foi o único que se apre¬sentou ao concurso internacional lançado pelo Estado português, mas, segundo fontes ligadas ao sector, no fim de 2003/princípio de 2004, quando tudo parecia acertado, a Repsol e a RWE foram confrontadas com um facto novo.

Ainda segundo aquele jornal, o Estado português considerou não estarem suficientemente acautelados os seus interesses e terá exigido mais contrapartidas se se confirmasse a existência de gás em quantidade considerada com interesse comercial. O processo mantém-se suspenso desde essa altura, não tendo o Ministério da Economia informado as companhias envolvidas de qualquer decisão. Por outro lado, a legislação portuguesa nesta área, que não é atractiva para quem quer prospectar, é apontada como uma das explicações para a inexistência de outros interessados, bem como a escassa informação geológica sobre os blocos em causa.

Albano do Carmo
Publicado originalmente na Revista “Cargo”, Setembro 2005
 







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