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Mais de 500 trabalhadores de cruzeiros arrestados sem ordenado desde Outubro

Quatro navios portugueses da Classic International Cruises (CIC) estão arrestados em portos europeus por dívidas, com cerca de 100 dos 500 trabalhadores ainda a bordo, que não recebem desde outubro, informa o sindicato, à agência Lusa.

O secretário-geral da Fesmar-Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores do Mar, Alexandre Delgado, disse que a centena de funcionários, entre os quais alguns portugueses, aguarda o repatriamento para os respetivos países. Os restantes regressaram a "expensas próprias" aos países de origem à medida que os navios iam parando, por ordem do tribunal.

Fonte da secretaria de Estado das Comunidades informou a Lusa de que está a acompanhar a situação dos portugueses, acrescentado que se prevê a chegada, na quinta-feira, dos três últimos tripulantes nacionais - num total de 13 - que ainda estão a bordo do navio `Princess Daphne`, arrestado na Grécia.

A mesma fonte esclareceu que não há a indicação de que haja mais portugueses nos outros navios. Salientou ainda que a secretaria de Estado tem procurado agir como intermediário e ajudar a desbloquear a situação entre os intervenientes.

Um outro navio, o paquete Funchal, segundo Alexandre Delgado, está atracado há mais de dois anos no Cais da Matinha, em Lisboa, a aguardar obras, com uma dezena de trabalhadores a assegurar a segurança.

Além do "drama humano" vivido nos cinco navios, o dirigente sindical salientou que os 42 funcionários que trabalhavam na sede da empresa, na avenida 24 de julho, em Lisboa, receberam a carta de despedimento coletivo em novembro. Os escritórios estão sem água nem luz.

Ao todo, são mais de 550 funcionários da Classic International Cruises, que, em terra ou no mar, não recebem ordenado desde outubro. Os proprietários são de nacionalidade grega, mas a empresa tem sede em Portugal e todos os navios navegam com a bandeira nacional.

"A nossa marinha [mercado de cruzeiros] não precisava de ter este rótulo nos fóruns internacionais. Tudo o que se passa com estes navios acaba por se saber e é lamentável, pois podem ficar com uma marca penosa neste mercado", afirmou Alexandre Delgado.

O secretário-geral da Fesmar contou à Lusa que os problemas financeiros da CIC, como "a má gestão e as dívidas acumuladas a fornecedores, nomeadamente de combustível, começaram quando os herdeiros assumiram a gestão da empresa após a morte do pai, único proprietário".

O sindicalista disse que "deixaram de pagar aos trabalhadores em maio deste ano, com a justificação de que não tinham dinheiro. Entretanto, o banco Montepio assegurou, através de um empréstimo, o pagamento dos ordenados dos trabalhadores até setembro. A partir de outubro, voltamos ao mesmo: os armadores dizem que não têm dinheiro, e desde aí que os funcionários não recebem", explicou Alexandre Delgado.

O sindicalista adiantou ainda mais pormenores sobre a situação das embarcações.

"Os navios `Athena` e `Princess Danae` encontram-se no porto de Marselha por ordem judicial das autoridades francesas, mas já sem tripulação; o `Princess Daphne` está atracado na ilha grega de Creta com cerca de 70 trabalhadores a bordo; e o `Arion` mantém-se num porto em Montenegro, com perto de 30 trabalhadores ainda".

Perante este cenário, Alexandre Delgado esclareceu que o próximo passo depende do que vier a acontecer com os navios.

"Se começarem a operar voltaremos a tentar falar com o armador. Caso sejam vendidos em hasta pública, devido às dívidas, teremos de interpor processos para salvaguardar os direitos dos trabalhadores, uma vez que também são credores da empresa", disse.

A agência Lusa tentou contactar os responsáveis da Classic International Cruises, mas tal não foi possível até ao momento.

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