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SÉRIE «MAR PORTUGUÊS»

Pesca, um mar de oportunidades perdidas

A indústria da pesca não tem conseguido responder à mudança, nem seguiu os exemplos da Espanha e do Canadá, que reagiram quando o bacalhau começou a desaparecer do mar e as quotas de pesca começaram a cair. Desde o início dos anos 1990 que a frota portuguesa perde dimensão. Só entre 1993 e 2011, perdeu um terço dela e todos os anos a receita de Bruxelas é cortar nas quantidades de apanha.

Os portugueses consideraram-se, durante séculos, um país de pescadores. Exploravam bem a costa para os padrões da época e sulcaram com sucesso o mar mais longínquo, mas hoje dizer que Portugal é um país de pescadores seria o mesmo que dizer que abunda petróleo bruto pelo território fora.

Apesar de ter a mais extensa zona económica exclusiva da União Europeia, a eficiência com que Portugal extrai peixe dos mares caiu para níveis historicamente baixos e a tendência é para agravar. Ora isto acontece quando é, a nível mundial, dos países que mais incorpora o peixe na sua alimentação. Estima-se que cada português come em média, mais de 50 quilos de pescado por ano. Ou seja, um total de mais de 500 mil toneladas em valores globais.

O que se passou, então, para que perdesse o protagonismo e o retorno financeiro associado à produção pesqueira? Uma combinação de factores que não foi capaz de antecipar e que o impediram de encontrar alternativas a tempo.

José Poças Esteves, responsável por estudos sobre o grande conjunto de indústrias que se agrupa à volta do mar (hipercluster) no âmbito do trabalho da SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco, situa a primeira viragem para o mar em 1385: "Resolvemos o problema com Castela e expulsámo-la do mar." Abriu-se, então, o caminho para a iniciativa nacional e para a assunção de uma vocação marítima nos séculos seguintes.

A pesca mais costeira cresceu até que, por volta do século XIX, os agentes do sector viram que os limites mais próximos não chegavam para alimentar o negócio e, especialmente, o voraz apetite dos portugueses por peixe. Desenvolveu-se, então, a aposta na pesca em mares mais distantes mas não, desde logo, com o objectivo de encontrar bacalhau. Os mares do Canadá, de onde Portugal trouxe milhares e milhares de toneladas de bacalhau, começaram por ser referenciados como um paraíso de pescada, muito procurada pelos portugueses.

Relatos da época contam que a costa canadiana tinha "mais pescada do que água", lembra Carlos Reis, especialista em questões da pesca, com uma vida dedicada ao sector e que liderou o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (Ipimar).

Mas, ao contrário do que os espanhóis fizeram, Portugal não foi capaz de perceber a tempo que o mundo da pesca estava a mudar.

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