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OPINIÃO - POR LUÍS SOUSA

Que há em comum entre a nau e a troika?

Ambas figuram em marcos literários de enorme importância nos respetivos países de origem, como os meios de transporte utilizados nas viagens retratadas nessas obras.

No poema épico português “Os Lusíadas”, Luís Vaz de Camões apresenta como ação central a viagem de descoberta do caminho marítimo para Índia, realizada por Vasco da Gama a bordo da Nau “São Gabriel” acompanhada pela “São Rafael”, pela “Bérrio” e um navio de mantimentos, num pars pro toto que simboliza os portugueses, as suas conquistas ultramarinas e as glórias dos seus navegadores.

Na obra do escritor ucraniano Nikolay Gogol “Almas Mortas”, publicada pela primeira vez em 1842, considerada um marco da literatura da União Soviética e classificada como um poema épico em prosa pelo próprio autor, Pavel Ivanovitch Tchítchicov, o anti-herói e protagonista da mesma, viaja pela imensidão do Império Russo numa troika de pássaros.

Em "Almas Mortas", Gogol retrata a situação da Rússia na época, com os estratos mais pobres da sociedade a viver em regime de servidão, constituindo posses transacionáveis dos ricos, que os designavam habitualmente por “almas” ao seu serviço.

O sinistro e inusitado plano de Tchítchicov, consiste em viajar na sua troika pela Rússia, ganhando a confiança e o respeito dos abastados e detentores dos mais altos cargos nas cidades que visita, de forma a que estes lhe atribuam a posse das suas “almas” já mortas mas que ainda não tenham sido declaradas como tal. Tchítchicov espera posteriormente hipotecar os seus perecidos servos como se ainda estivessem vivos e obter um grande lucro de forma fácil.

Na realidade a palavra russa “тройка” designa uma junta de três cavalos colocados lado a lado, destinada a trabalho de tração, geralmente de um trenó. Este tipo de transporte foi intensamente utilizado na Rússia a partir do século 17, época em que os 45 a 50 km horas que atingiam eram considerados uma velocidade elevadíssima. O seu fator mais distintivo é o fato de os cavalos utilizarem andamentos diferentes, uma vez que em marcha normal o cavalo central trota e os laterais galopam, o que implica também a utilização de arreios diferentes para as posições laterais e central.

As troikas foram durante muito tempo um fator diferenciador de estatuto social e uma importante parte da cultura urbana e rural da Rússia. Os conjuntos utilizados pelos estratos mais elevados da sociedade eram constituídas por cavalos das raças mais nobres do império, com um aparelhamento e trenós do mais sofisticado possível no que diz respeito a construção e decoração. As classes mais desfavorecidas só podiam utilizar cavalos de pequeno porte com arreios e trenós rudimentares.

POR LUÍS SOUSA
 







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