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Programa de reabilitação do património baleeiro recuperou 40 botes e 10 lanchas na última década

O programa de reabilitação do património baleeiro nos Açores permitiu recuperar na última década 40 botes e 10 lanchas, num investimento de dois milhões de euros. Este projecto é considerado um dos mais emblemáticos do país na área da reabilitação patrimonial.

“É um programa notável de capacidade de recuperação de um património que estava a apodrecer em barracões e em casas de botes”, afirmou Manuel Costa, presidente da Comissão Consultiva do Património Baleeiro Regional.

Manuel Costa disse à Lusa que “ronda os 40 mil euros” a disponibilidade financeira para este ano destinada à conservação e reabilitação do património abandonado desde o início dos anos 80, quando acabou a caça à baleia nos Açores.

O programa arrancou em 1998 com a aprovação de legislação específica e conseguiu o envolvimento de construtores e antigos baleeiros, tendo permitido recuperar botes e lanchas que estavam, na maior parte dos casos, nas mãos de juntas de freguesia e clubes navais.

O primeiro bote baleeiro açoriano foi construído em finais do século XIX, nas Lajes do Pico, pelo Mestre Francisco José Machado, o ‘Experiente’, e resultou da capacidade criativa e do génio dos construtores navais açorianos.

Inspirados na herança norte-americana, produziram um novo modelo de bote baleeiro, mais comprido e melhor adaptado às condições de navegabilidade do mar dos Açores e ao modelo de baleação costeira e artesanal praticado no arquipélago.

As embarcações que antigamente estavam envolvidas na caça à baleia foram reabilitadas e são agora utilizadas em regatas, que se realizam ao fim-de-semana entre finais de Junho e Setembro.

Manuel Costa salientou que, além de recuperar um património importante, este programa permitiu “colocar as embarcações ao serviço das populações, gerando o envolvimento de centenas de pessoas” nas regatas de botes baleeiros.

A ilha do Pico é a que tem mais património baleeiro recuperado, o que se explica pelo seu importante papel na baleação açoriana, detendo quase 50 por cento da capacidade de laboração dos cachalotes capturados no grupo Central dos Açores.

A importância deste sector na vida da ilha também se traduz no facto de acolher o Museu da Indústria Baleeira, em S. Roque, e o Museu dos Baleeiros, nas Lajes.

Para o director regional de Cultura, Jorge Bruno, o “grande esforço” que tem sido feito para recuperar este importante legado cultural permite que não se perca “um importante património dos Açores”.

O fim da caça à baleia, além do património material, constituído pelas embarcações, máquinas e fábricas, também deixou abandonado um valioso património de conhecimentos, alguns dos quais também foram recuperados com este programa, que é apontado como um dos mais emblemáticos projectos de reabilitação patrimonial ao serviço das comunidades realizado nos últimos anos em Portugal.

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