Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

Costa portuguesa perde 55% de sardinha em dez anos

A quantidade de sardinha diminuiu mais de 50% na costa portuguesa nos últimos dez anos, sendo o Centro e o Sul do país as zonas mais afectadas, segundo dados do Ministério da Agricultura e das Pescas.

O volume de sardinha nas águas portuguesas decresceu em média 55% entre 2002 e 2011, revelou à agência Lusa o ministério, com base nos dados das campanhas de investigação do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR).

O decréscimo acentuou-se mais no Algarve (78%), seguindo-se as zonas Centro (53%) e Norte (48%).

Segundo a tutela, "verifica-se que na zona Centro e no Algarve há uma tendência decrescente ao longo do período, enquanto no Norte se verifica uma flutuação".

A redução do pescado é justificada com uma "diminuição de longo prazo do stock ibérico", o que explica que, na costa espanhola, o decréscimo seja mais acentuado, atingindo os 77% na última década.

O fenómeno, acentuado sobretudo nos últimos seis anos, deriva de "sucessivos recrutamentos baixos e não de uma pesca excessiva", explicou o IPIMAR, segundo o qual existe uma relação "entre a diminuição do recrutamento e o aumento da temperatura", que motivam uma "reduzida produtividade das águas".

A diminuição de sardinha nas águas portuguesas tem contribuído também para a redução, ainda que menos acentuada, do número de capturas.

Estatísticas da Direção Geral dos Recursos Marinhos apontam para uma redução de 7% dos desembarques na última década. Enquanto a quantidade de sardinhas capturadas entre 2002 e 2004 era de 65 mil toneladas por ano, esse valor baixou para 61 mil toneladas entre 2009 e 2011.

Contudo, existem variações ao longo da costa portuguesa. O número de desembarques aumentou 19% nesse período no Norte do país (de Caminha a Figueira da Foz), ao contrário do Centro (de Peniche a Sagres) e Sul (de Sagres a Vila Real de Santo António), onde as capturas diminuíram, respetivamente, 28% e 41%.

Em Espanha, os desembarques diminuíram 22% no mesmo período.

A redução de capturas deve-se também à redução de embarcações de pesca e às restrições impostas ao licenciamento de barcos para a pesca do cerco, às regras impostas à dimensão das artes de cerco, para proteger as espécies juvenis, e do próprio pescado.

Com vista a manter uma exploração sustentável dos recursos, o Estado tem imposto restrições às próprias capturas, com a interdição da pesca da sardinha entre 15 de fevereiro e 30 de abril.

A sardinha é a principal espécie capturada na costa marítima portuguesa pelas embarcações nacionais, que faturam por ano quase 50 milhões de euros, e é a única espécie de peixe em toda a Península Ibérica a ter, desde 2010, certificação de qualidade.

fonte

LEIA TAMBÉM







Artigos relacionados:

  • Vem aí sardinha cara e congelada!
  • Concurso para escolher as sardinhas das Festas de Lisboa gera contestação
  • Sardinhas ilustradas
  • As sardinhas de 2016
  • Sardinhas com estilo