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Universidade de Aveiro estuda enguia da Ria

Muito apreciada à mesa na Região de Aveiro, nas variantes de caldeirada e fritura em molho de escabeche, a enguia vai ser estudada num projeto promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) e em que participa a Universidade de Aveiro. O estudo tem a coordenação dos professores José Eduardo Rebelo, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, e Eduarda Pereira, do Departamento de Química.

O grande objetivo deste estudo sobre a enguia é, no contexto ecológico da Ria de Aveiro, assegurar a sua preservação, responder à necessidade da sua exploração sustentada, nomeadamente, a longo prazo, e reduzir a mortalidade de origem humana de modo a permitir a fuga para o oceano de, pelo menos, 40% da biomassa de enguias-prateadas, condição essencial para a sua reprodução. Esta espécie é conhecida pela grande migração atlântica para procriação no mar dos Sargaços, sendo também reconhecidas as dificuldades em reproduzir a enguia em cativeiro.

O estudo irá contar com a participação ativa de vários agentes regionais, designadamente o Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar (FOR-MAR), a Associação de Pesca Artesanal da Região de Aveiro (APARA), a Associação dos Armadores da Pesca Industrial (ADAPI), a Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB), a Depuradora Portuguesa de Bivalves (DPB), a Mútua dos Pescadores, a Associação de Produtores e Marnotos da Ria de Aveiro, a DOCAPESCA, a Administração do Porto de Aveiro (APA) e as empresas Materaqua, David Casqueira Ramos e Comur.

Os dados recolhidos ao longo das últimas décadas na Ria de Aveiro, segundo José Eduardo Rebelo, apontam para uma redução progressiva dos efetivos desta espécie. Recentemente, foi elaborado o Plano de Gestão da Enguia para 2008-2012, por parte de um Grupo de Trabalho que envolveu várias entidades, entre as quais estão a Autoridade Florestal Nacional (AFN), incluindo representantes da Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura (DGPA), do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P. (ICNB) e do Instituto da Água, I.P. (INAG). O Plano define algumas medidas em resposta ao Regulamento 1100/2007 da Comissão Europeia. A necessidade de estudar o estado da espécie em Portugal é uma constante em todo o relatório. O Plano refere um parecer científico do Conselho Internacional de Exploração do Mar (ICES/CIEM) que considera que a enguia «se encontra abaixo dos limites biológicos de segurança e que a pesca atualmente praticada não é sustentável». Segundo este parecer o objetivo dos Planos de Gestão é «permitir a fuga para o mar de pelo menos 40% das enguias prateadas que migrariam dos rios, na ausência de atividade antropogénica com impacto na população».

Não obstante o estudo poder vir a detetar outros obstáculos, José Eduardo Rebelo assinala a elevada mortalidade da enguia – 80% durante a travessia do Atlântico, a partir do Mar dos Sargaços, e mais 80% na fase seguinte já em águas litorais portuguesas – e a existência de barreiras (pouco significativas na Ria, segundo o investigador José Eduardo Rebelo) na subida dos rios como dois dos problemas que a espécie enfrenta.

Por tudo isto e pelo valor que a enguia representa na economia da Região, o estudo da população desta espécie na laguna abordará as vertentes de abundância, crescimento, distribuição geográfica e qualidade sanitária. Está previsto um orçamento total de 57.720 euros, com comparticipação do Programa Operacional das Pescas (PROMAR) em 61%, e deverá ser iniciado no primeiro trimestre de 2012, desenrolando-se ao longo de 24 meses.

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