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Notícias

POR RUI RODRIGUES

Espanha já apresentou a sua rede transeuropeia de transporte

No passado dia 15 de Fevereiro de 2012, a nova Ministra espanhola do Fomento, Ana Pastor (na foto), apresentou a nova proposta da futura rede transeuropeia de transporte em Espanha. A Comissão Europeia já tinha aprovado dois corredores ferroviários no passado dia 19 de Outubro de 2011. Tinham sido propostas três ligações da Península Ibérica ao resto da Europa para o próximo pacote financeiro 2014-2020, e que consistiam:

1. Corredor do Atlântico: França-Irun-Valladolid-Palencia, que bifurca para 3 direcções: Vilar Formoso-Aveiro-Eixo Norte-Sul de Portugal (incluindo o porto de Leixões), Galiza e Madrid por Ávila.

2. Corredor Central (PP16 - Projecto Prioritário nº 16) – França-Centro dos Pirinéus-Madrid, que em Puertollano bifurca para Algeciras e Badajoz-Sines.

3. Corredor Mediterrâneo (FERRMED)- França-Barcelona-Algeciras.

A Comissão Europeia aprovou o primeiro e terceiro corredores, que farão parte da futura Rede Ferroviária Transeuropeia de Transporte TEN-T (Trans European NetworkTransport). Esta rede será um conjunto coerente de linhas mistas de mercadorias e passageiros com características normalizadas de bitola europeia e com sinalização ERTMS e electrificação europeia, permitindo uma total interoperabilidade ferroviária com todos os países da União Europeia (UE). O corredor central ficou adiado para depois de 2020.

O novo Governo espanhol, do Partido Popular de direita, apresentou uma nova proposta no passado dia 15, como já foi referido e que consiste em coordenar a rede existente com as novas linhas projectadas de modo a obter um conjunto de vias normalizadas.

No que concerne à rede ferroviária de mercadorias, foi decidido efectuar a sua ligação a mais portos e plataformas logísticas. A travessia central nos Pirinéus voltou a ser proposta. Uma das novidades é a ligação Norte-Sul desde Gijón-Leon-Zamora-Salamanca-Cáceres-Huelva.

Relativamente a Portugal, são mantidas as 4 “portas” (Valença, Vilar Formoso, Caia, Vila Real de Santo António) que serão conectadas às futuras redes transeuropeias. A rede que Portugal vai construir de raiz vai servir o nosso território e, além disso, vai-nos ligar às várias regiões de Espanha e ao resto da Europa. O tráfego será a soma dos tráfegos nacionais e internacionais tanto de mercadorias como de passageiros.

O que Portugal pode e deve fazer

No actual pacote financeiro 2007-2013 deveria confirmar-se o corredor PP3: a linha é mista de mercadorias e passageiros de Alta Velocidade (AV) Poceirão-Caia-Madrid em bitola europeia, e ligará ao Corredor do Atlântico através de Madrid-Avila-Medina-Valladolid-França. Por outro lado, deveria desistir-se do Corredor central PP16 (Sines-Algeciras-Madrid-Centro dos Pirinéus); este só interessa à Extremadura e a Madrid.

Se nada for feito, Portugal perderá para sempre os fundos comunitários, de 800 milhões de Euros, relativamente ao PP3. Estas verbas serão desviadas para outros projectos de outros países.

Portugal deve defender o Corredor do Atlântico que é estratégico para o nosso País, através da futura linha Aveiro-Salamanca e o eixo Norte-Sul de bitola europeia. As comparticipações comunitárias deste projecto só estarão disponíveis de 2014 até 2020.

Se Portugal quiser ter poder negocial para defender o Corredor Atlântico, teria que avançar já com o novo troço Poceirão-Caia e a restante rede ferroviária seria construída de forma faseada e de acordo com o rendimento disponível nos próximos 15 anos.

A melhor forma de conhecer as novas propostas do Governo espanhol é através da visualização dos respectivos mapas, disponibilizados aqui.

 

Por Rui Rodrigues
 







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