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Pesca predatória dizima peixes no sul do Pacífico

A situação do peixe cavala, que teve uma redução de 90% da sua população, é um prenúncio de uma crise global que está começando; o peixe pode acabar.

O chileno Eric Pineda olhava para as 10 toneladas de cavala no porão do barco, depois de ter passado quatro dias no mar durante uma pescaria tão farta que dava para encher o piso de peixe em apenas algumas horas. O agente de doca, como todos no velho porto ao sul de Santiago, cresceu comendo o peixe espinhudo e escuro que eles chamam “jurel”, que costuma nadar em grandes cardumes no Pacífico Sul.

“Está indo rápido”, disse Pineda. “Nós temos que pescar muito antes que ele desapareça”. Perguntando sobre que peixe sobraria para seus filhos, ele encolhe os ombros: “Ele terá que achar outra coisa”.

Mas o que mais há?

A cavala, rica em proteína oleosa, é o alimento para um planeta com fome, um produto básico na África. Em outros lugares, as pessoas o comem sem saber. A maioria da cavala pescada é processada e vira ração para piscicultura e para criação de porcos. São necessários mais de 5 kg de cavala para engordar 1 kg de salmão de cativeiro.

Só que, em duas décadas, as reservas de cavala caíram de 30 milhões de toneladas para menos de 3 milhões. Os maiores barcos pesqueiros do mundo, depois de esgotarem outros oceanos, agora rumam ao sul, chegando até perto da Antártida para competirem pelo que ainda resta.

Uma investigação do International Consortium of Investigative Journalists sobre a indústria da pesca em oito países mostra porque o drama da humilde cavala é o prenúncio de um colapso progressivo das reservas de peixes em todos os oceanos.

Um problema mundial

O destino deles reflete um panorama maior: décadas de pesca global sem regulação impulsionada por rivalidades geopolíticas, ambição, corrupção, má gerência e indiferença pública.

Daniel Pauly, o iminente oceanógrafo da Universidade da Colúmbia Britânica, nos EUA, vê a cavala no Pacífico Sul como um indicador alarmante.

“Este é o último dos moicanos”, ele disse ao ICIJ, “Quando eles se forem, tudo mais estará perdido… é a última fronteira!”

Até hoje, grandes barcos pescam sem nenhum tipo de fiscalização

Representantes de vinte países encontraram-se no dia 30 de janeiro em Santiago para discutir uma maneira de conter esse assalto. As negociações que levaram à criação da Organização da Administração da Pesca no Pacífico Sul (SPRFMO) começaram em 2006 por iniciativa da Austrália e da Nova Zelândia junto com o Chile, – país que geralmente evita organismos internacionais.

Seu propósito é o de proteger os peixes, em especial a cavala. Mas foram necessários quase quatro anos para os 14 países adotarem os 45 artigos que têm esse objetivo. Até agora, apenas seis países ratificaram o acordo.

Enquanto isto, navios industriais só têm restrições puramente voluntárias na competição descontrolada pelo que resta em águas-de-ninguém no fundo do mar.

Apenas entre 2006 e 2011, os cientistas estimam que as reservas de cabala caíram 63%.

A convenção da SPRFMO precisa de oito assinaturas para ser firmada, incluindo o maior país da costa pacífica da América do Sul. O Chile, que foi proeminente ao juntar-se ao grupo inicial, ainda não ratificou a convenção.

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