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ONZE MORTOS CONFIRMADOS, 18 DESAPARECIDOS

Comandante do Costa Concordia colocado em prisão domiciliária

O comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, foi colocado em prisão domiciliária, após três horas de audiência perante um juiz. Negou ter abandonado o navio quando este encalhou, adornou e começou a meter água. No desastre morreram 11 pessoas e 18 estão desaparecidas.

A prisão domiciliária foi confirmada nesta terça-feira, ao final do dia, pelo advogado de Schettino, Bruno Leporatti. O comandante deverá sair nesta quarta-feira da prisão onde se encontra desde sábado, na vila italiana de Grosseto.

Schettino disse ao juiz do tribunal de Grosseto, onde foi hoje ouvido durante três horas, que "salvou milhares de vidas". O seu advogado, citado pela AFP, explicou que o seu cliente admitiu o seu papel na escolha da rota que levou ao rompimento do casco do navio, por ter chocado com um recife, mas defendeu o seu papel no salvamento de vidas.

O juiz determinou que será um juri a decidir se o comandante do Concordia será ou não acusado de múltiplo homicídio por negligência e por abandono de navio. De acordo com as testemunhas, Schettino tardou em admitir o acidente (minimizou-o mesmo) e pedir ajuda, o que atrasou as equipas de socorro.

Terá mentido, minimizando o acidente em duas ocasiões: primeiro aos passageiros que sentiram o embate, a quem comunicou que se tratava de um problema eléctrico já controlado, depois à capitania de Livorno, que comunicou com o navio alertada por uma passageira assustada; o comandante voltou a dizer ter-se tratado de um "pequeno problema eléctrico".

Schettino, segundo vários testemunhos, abandonou o navio perto da meia noite e meia (o embate com os rochedos da ilha de Giglio ocorreu às 9h30 da noite de sexta-feira), quando havia muita gente a bordo; a retirada dos passageiros da embarcação encalhada e tombada a 90 graus só terminou às seis da manhã. E terá ficado cerca de uma hora no seu barco salva-vidas, parado junto a um rochedo.

O comandante terá encalhado o navio propositadamente para evitar o naufrágio em águas mais profundas, tornando mais difícil a saída dos 4300 passageiros e tripulantes, defendeu o seu advogado, Bruno Leporatti. Uma manobra "lúcida" e "brilhante", defendeu Leporatti.

Do lado da acusação foi explicado que o rasgo de 50 metros num dos lados do casco inundou a casa das máquinas em dez minutos, tornando a nave ingovernável, pelo que, disseram, foi por acaso que o Concordia acabou encalhado a escassos 50 metros da costa e apenas com uma parte submersa.

Mais cinco corpos

As equipas de resgate encontraram hoje mais cinco corpos numa parte submersa da embarcação. Um porta-voz da Guarda Costeira disse aos jornalistas que os corpos estavam na popa e que todos usavam coletes salva-vidas.

Na segunda-feira, o presidente da empresa Costa Cruises, proprietária do Costa Concordia, confirmou que um “erro” do comandante esteve na origem do desastre. “A rota foi introduzida correctamente [no sistema de navegação]. O navio saiu de rota apenas devido a uma manobra do comandante. Temos de admitir os factos e não podemos negar que houve erro humano”, disse Luigi Foschi disse, citado pela Reuters. Não adiantou se a empresa tem um sistema de vigilância da rota dos seus navios no mar, que pudesse ter assinalado o desvio.

Até este acidente, fazia parte do espectáculo dos cruzeiros a aproximação à costa (os navios estão construídos para o poderem fazer) para que os passageiros vissem as terras por onde passavam. Em alguns casos, a passagem de um destes navios à noite era motivo de fogo de artifício.

Notícia actualizada às 19h50 de 17.01.2012

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