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COSTA CONCORDIA

Passageiros portugueses criticam comandante

O comandante do Costa Concordia era "boémio" e foi negligente, acusaram este domingo passageiros portugueses do navio cruzeiro Costa Concórdia que naufragou sexta-feira, que criticam também a falta de apoio do Governo português.

MOMENTOS DE PÂNICO VIVIDOS A BORDO (VÍDEO)

Pouco passava das 16h30 quando um voo da TAP, proveniente de Roma, trouxe de volta a Portugal quatro dos portugueses que embarcaram num cruzeiro que prometia uma viagem tranquila pela costa da Toscânia, mas acabou de forma atribulada e trágica provocando, pelo menos, cinco mortos. Mal refeito do naufrágio do gigantesco transatlântico de treze andares, Artur Silva ainda exibe com orgulho o seu cartão dourado do Costa Concórdia - a única coisa que conseguiu salvar, além da roupa que traz vestida - mas não poupa críticas ao comandante do navio, Francesco Schettino, que já foi detido pelas autoridades.

"Julgava que não era possível acontecer [o naufrágio] e só aconteceu devido a um erro humano", contou aos jornalistas que o esperavam no aeroporto da Portela, em Lisboa. Artur Silva afirma que o navio "estava muito perto da costa" e que quando se dá o embate do navio com uma rocha, que provocou um rombo de 50 metros no casco da embarcação, o comandante se tinha juntado às pessoas para jantar e não se encontrava na sala de controlo. "Não gostei dele desde o início", comentou. "Era um homem boémio, que queria era estar nos bares e com as raparigas", critica a esposa de Artur Silva, Maria Alice Silva, descrevendo os "horrores" que viveu na altura do acidente com "tudo a gritar e tudo a partir-se".

Rui Almeida, um outro passageiro do Costa Concórdia, também aponta a negligência do comandante. "Não tenho dúvidas que houve negligência, considerando que o o barco navegava muito perto da costa. Ainda que tivesse havido uma falha do sistema de navegação um marinheiro experiente teria de saber que é, no mínimo, traiçoeiro navegar àquela distância da costa", observou. Rui Almeida sublinhou que "a própria tripulação técnica, os imediatos e os restantes elementos, duvidam da argumentação do comandante" que só é defendido pela família e pela companhia de cruzeiros.

Artur Silva acrescenta que a operação de salvamento "foi péssima". "Ninguém nos encaminhou. Não vimos oficiais, só vimos arraia-miúda, os camareiros, que eram filipinos e dormiam lá em baixo", recordou.

As críticas dirigem-se também ao Governo português que pouco ou nenhum apoio deu a estes passageiros. "Estivemos dez horas naquela ilha com muito pouco apoio. Agradecemos é aos habitantes da ilha", afirmou Artur Silva. "Só tenho a agradecer à embaixada em Roma porque existir ou não é a mesma coisa", comentou ironicamente Rui Almeida, lamentando a ausência de contacto dos responsáveis portugueses com "seis cidadãos que se encontravam num cenário de crise" e que regressaram entretanto a Lisboa e ao Porto.

Segundo disse aos jornalistas, os únicos que "mereceram a atenção do Governo português" foram outros cinco passageiros que sofreram ferimentos ligeiros e terão viajado para outros locais. Para o recém-casado Rui Almeida, esta foi "uma lua-de-mel com efeitos especiais", mas o susto não o demoveu de futuras viagens marítimas. "Entrava já amanhã noutro barco de cruzeiro", garante. A outra metade do casal, Graça Moniz e Almeida, que sentiu "muito medo de morrer" é mais cautelosa: "Não sei se embarco nessa sugestão", hesita.

fonte

REGRESSO A CASA DE DOIS PORTUGUESES QUE VIAJAVAM NO PAQUETE SINISTRADO







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