Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

POR RICARDO PAULO

Porta Atlântica da Europa vai entrar nos carris?

Apesar de ainda não ter sido apresentado publicamente, já vários jornais publicaram muitas daquelas que se julgam ser as ideias-chave do novo Plano Estratégico dos Transportes 2011-2015. Ora, se a essas notícias juntarmos as palavras proferidas pelo Secretário de Estado dos Transportes no seu discurso do passado dia 13 de Outubro no Congresso da APLOG – Associação Portuguesas de Logística, em que afirma: “Escolhemos os portos e a ferrovia de mercadorias como vectores determinantes de acréscimo de competitividade”, facilmente se percebe que Portugal joga na logística - como suporte às exportações - uma forte cartada do nosso desenvolvimento económico. Parece claro que este Governo aposta na continuidade da ideia de Portugal como Porta Atlântica da Europa.

Permitam-me que sublinhe o óbvio: Para servir a Europa através dos portos, Portugal necessita de acessibilidades terrestres, principalmente ferroviárias, com capacidade e fluidez compatíveis com o Centro da Europa; para chegar ao centro da Europa dependemos de Espanha, pelo que é obrigatório concertar posições com o país vizinho.

Aliás, se alargarmos a análise ao universo europeu, verifica-se que existe uma crescente pressão comercial dos portos do Mediterrâneo para captar tráfegos procedentes do Far East com destino ao norte da Europa e uma luta pelo melhor posicionamento estratégico na resposta às novas oportunidades criadas pelo alargamento do Canal do Panamá. A conclusão é clara: Portugal não é o único país a querer ser a porta de entrada de mercadorias para o resto da Europa; todos perceberam já a importância dos corredores ferroviários com um destino comum, o centro da Europa. A concorrência é forte e impõe-se uma posição ibérica!

O DIA D

No próximo dia 19 de Outubro a União Europeia dará a conhecer os projectos sujeitos a fundos comunitários que integrarão a nova Rede Transeuropeia de Transportes para o período 2014-2020.

Portugal vive actualmente uma crise sem precedentes que faz com que esteja cada vez mais dependente dos programas de fundos europeus para poder concretizar o PET. Assim sendo, este será o Dia Decisivo para a concretização do nosso Plano Estratégico de Transportes, que, fazendo fé nas notícias vindas a público, deverá incluir o Corredor Ferroviário do Atlântico.

Tendo em conta o facto da ligação Sines–Madrid se anunciar substancialmente suportada pelo financiamento dirigido ao TGV, fica o alerta: dada a importância estratégica para o país, Portugal deve aproveitar ao máximo a comparticipação dos fundos agora disponibilizados para a construção da ligação ferroviária Aveiro–Vilar Formoso em bitola europeia, como deve convencer Espanha a seguir os nossos passos, construindo o troço Salamanca–Irún que nos ligará definitivamente ao resto da Europa.

Só assim conseguiremos realizar uma cobertura eficiente do nosso território e garantir a competitividade do tecido empresarial das regiões Norte e Centro. Só com uma participação de âmbito nacional conseguiremos ser, efectivamente, a Porta Atlântica da Europa.

Aguardemos então que Bruxelas nos traga aquilo de que tanto precisamos… boas notícias!

Ricardo Paulo
 







Artigos relacionados:

  • A ligação Aveiro além Salamanca
  • «A melhor notícia desde a abertura da Barra»
  • Passos Coelho confirma aposta na qualificação portuária e na ligação ferroviária
  • José Luís Cacho reage com satisfação ao anúncio de linhas ferroviárias de alta-velocidade entre Aveiro e Salamanca
  • Autoeuropa defende linha ferroviária europeia em Portugal
  • Santos Pereira defende criação de duas linhas ferroviárias rápidas entre Portugal e Espanha