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O maior santuário do mundo para tubarões foi criado no Oceano Pacífico

O Governo das ilhas Marshall, no Pacífico, criou o maior santuário do mundo para tubarões, com cerca de dois milhões de quilómetros quadrados, ou seja, uma área quatro vezes maior do que a superfície de Espanha.

Este país com 68 mil habitantes vai proibir a pesca comercial ao tubarão e o comércio de todos os derivados de tubarão, como por exemplo as barbatanas. Além disso, os animais que forem capturados acidentalmente devem ser libertados ainda vivos e determinadas artes de pesca serão banidas destas águas. O santuário cobre uma área com 1.990,530 quilómetros quadrados.

“A aprovação desta lei [no Parlamento, por unanimidade] é o maior testemunho que podemos dar da importância destes animais para a nossa cultura, Ambiente e economia”, comentou o senador Tony deBrum, um dos responsáveis pela legislação no Parlamento, chamado Nitijela, citado em comunicado. “A nossa nação pode ser pequena mas agora as nossas águas albergam o maior santuário para os tubarões”, acrescentou.

O Governo do arquipélago trabalhou nesta legislação com peritos do Pew Environment Group, uma organização com sede nos Estados Unidos que identificou as áreas a proteger. “Saudamos a República das Ilhas Marshall por ter aprovado a legislação mais ambiciosa de sempre para proteger os tubarões”, comentou Matt Rand, responsável do Pew Environment Group, em comunicado.

Os tubarões “patrulham” os oceanos desde antes do aparecimento dos dinossauros, mas o seu longo reinado enquanto predadores no topo da cadeia alimentar pode ter os dias contados. Actualmente, um terço das espécies de tubarões está na Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação), por causa da perda de habitats e pesca. Estes animais são muito vulneráveis porque têm taxas de crescimento e reprodução relativamente lentas.

Até agora, o maior santuário para tubarões ficava nas águas do Palau. Na semana passada, um grupo de oito países – incluindo o México, Honduras e Maldivas – assinou uma declaração para anunciar que iriam trabalhar para aumentar a protecção dos tubarões em todo o mundo.

Em Março, as ilhas Marshall aprovaram uma moratória ao comércio de tubarões e em Junho o Presidente Jurelang Zedkaia juntou-se a outros líderes do Pacífico para a criação do Santuário Regional para Tubarões da Micronésia. Em Julho, os autarcas do arquipélago aprovaram uma resolução segundo a qual os 24 atóis habitados, cada um com um governo local, passam a proibir a venda e comércio destes animais ou das suas barbatanas.

FONTE: PÚBLICO
 







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