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Cada vez mais ex-militares portugueses combatem pirataria

O recurso a equipas de segurança armadas é uma solução que muitos navios mercantes adoptam para poderem navegar em segurança em águas com elevado risco de pirataria, como no Golfo de Aden ou ao longo da costa da Somália, explica à Agência Lusa Paulo de Sá, ex-militar português de 43 anos e director regional para a África da ISSG - International Ship Support Group, empresa especializada na área da segurança marítima.

"A nossa missão é proteger os navios e as suas tripulações em caso de ataque. Mas as nossas equipas não estão ali para combater os piratas. Esse não é o nosso trabalho, essa é uma tarefa que cabe às forças navais na região", esclarece Paulo de Sá, no ramo da segurança privada activa há mais de vinte anos.

Ao serviço da ISSG estão, entre outros comandos, ex-membros dos Navy Seals, principal força de operações especiais da Marinha norte-americana, ex-elementos da unidade de elite britânica SAS e "oito portugueses ex-operações forças especiais de elite", precisa.

O número de operacionais lusos "deverá subir nos próximos meses para 23, já que a empresa está muito satisfeita com o trabalho dos portugueses e quer contratar mais 15, entre rangers, fuzileiros e pará-quedistas", todos ex-militares "com provas dadas em vários palcos de operações, como na Bósnia e em alguns países africanos e no Médio Oriente", refere.

Paulo de Sá garante que há "muita gente" interessada em trabalhar no ramo, mas realça que escolha dos operacionais para o ISSG é feita através de critérios "muito rigorosos" e "normalmente ocorre apenas através de recomendação directa".

"Os nossos colaboradores são escolhidos a dedo. Não nos interessam homens tipo Rambo, mas operacionais que saibam pensar por eles próprios, inteligentes, leais bem comportados, humildes e que não deem nas vistas em zonas de alto risco e não muito aconselháveis em termos de segurança para a equipa, como o Iémen", explica.

O ex-operacional assinala o "serviço fabuloso" que as forças navais da NATO estão a efectuar no combate à piratearia no Golfo de Aden e ao largo da Somália, mas salienta que a "zona de risco" - que se estende do Corno de África até às ilhas Seychelles - é "demasiado vasta para que se consiga garantir a segurança de toda a marinha mercante".

"É um das áreas do planeta com maior tráfego marítimo. Nem com dezenas de navio de guerra em permanência se conseguiria patrulhar essa zona de milhares e milhares de quilómetros quadrados", vinca.

"Já estive durante dois meses no oceano Índico a fazer protecção aos navios de pesca sem avistar um único navio de guerra", remata o responsável, pelo que não é de estranhar que "60 a 70 por cento dos navios que ali operam já tenham equipas de segurança armadas a bordo" e que o negócio vá de vento em poupa.

Paulo de Sá prevê que os pedidos de protecção e de assessoria aumentem significativamente - "como é costume - já partir de Setembro", altura em que "acaba a época das monções e a piratearia dispara".

FONTE: DIÁRIO DE NOTÍCIAS
 







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