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Notícias

OCEANA RANGER

Estudando montanhas e canhões submarinos

A Oceana iniciou quinta-feira, 23 de Junho, a sua Expedição 2011 depois da saída do catamarã de investigação Oceana Ranger do porto de Burriana (Valença). A expedição percorrerá, durante dois meses, as águas do Atlântico português e do Mediterrâneo para estudar montanhas e canhões submarinos, ambientes que, apesar da sua rica biodiversidade, estão pouco explorados devido à sua profundidade e complicada orografia.

A Oceana está há seis anos a documentar o Atlântico e o Mediterrâneo e, em 2011, percorreu o Báltico pela primeira vez. Como em expedições anteriores, desta vez também contará com a colaboração de cientistas de diferentes instituições para partilhar conhecimentos. Desta forma, inclui-se o apoio do Governo português e de cientistas deste país (Universidade dos Açores e a Universidade do Algarve) no Banco de Gorringe, uma montanha escassamente explorada que aloja uma alta biodiversidade. A Oceana, que já realizou imersões em 2005, vai documentá-la agora em profundidades intermédias.

Outra das elevações submarinas que serão filmadas será o Seco de los Olivos ou Banco de Chella, situado em frente às costas de Almería. Com o apoio da Fundación Biodiversidad, a Oceana estuda esta zona pelo segundo ano consecutivo como sócio do projecto LIFE + INDEMARES da Comissão Europeia, que pretende documentar habitats marinhos para a sua eventual incorporação na Red Natura 2000.

“As montanhas submarinas e os canhões concentram uma elevada biodiversidade”, explica Ricardo Aguilar, Director de Investigação da Oceana Europa e líder da expedição. “Proporcionam um substrato duro no qual se fixam numerosas espécies que servem de habitat e alimentação a muitos organismos e, ao mesmo tempo, geram mudanças nas correntes oceânicas e o levantamente de nutrientes que atraem espécies de interesse comercial e outras muito vulneráveis, como os cetáceos. Por isso, conhecê-los é um primeiro passo para desenhar medidas de protecção adequadas que acabem na conservação da sua biodiversidade e que permitam um ambiente seguro para a reprodução de espécies de interesse pesqueiro”.

À tripulação do Oceana Ranger soma-se uma equipa de cientistas marinhos, mergulhadores e operadores de robot submarino (ROV). A Oceana é a única organização do meio-ambiente que dá peso às suas propostas de protecção com os dados sobre habitats marinhos de profundidade que reune utilizando o ROV.

Este aparelho, que na campanha 2011 será utilizado até aos 800 metros de profundidade, grava vídeo de alta resolução e pode tirar fotografias. A Oceana conta com cientistas especializados na identificação visual de organismos vivos. Depois de visualizadas e processadas as imagens, a informação compilada é utilizada para propor a criação de áreas marinhas protegidas ou outras medidas de conservação.

As imersões do ROV serão complementadas com as realizadas por submarinistas profissionais equipados com câmaras fotográficas e de vídeo de alta resolução.

FONTE: cienciapt.net