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Janela Única Logística



Notícias

Eu contenho, tu contêineres…

Mais de quatro décadas depois da chegada dos primeiros contêineres (contentores) ao Brasil, as vantagens evidentes da conteinerização para o transporte de mercadorias transcenderam o transporte de carga geral. De tal forma isso vem ocorrendo que o substantivo até virou verbo, no nome do 8º Seminário Internacional em Logística Agroindustrial, promovido pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log) no passado dia 18 de abril, no campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba/SP.

O contêiner já continha commodities agrícolas de maior valor agregado, como o café e o algodão. Mas, agora, começa a ser uma forma interessante de transporte para produtos de menos valor, como os grãos e o açúcar, em que o custo do transporte tem maior peso na composição do preço final.

Se virou verbo, contêiner é um verbo irregular, a se conferir a divulgada conjugação para a segunda pessoa do plural, no presente: deveria ser "tu conténs...". Tal irregularidade reflete a forma estranha como os contêineres aportaram no Brasil, como uma embalagem qualquer (apenas mais reforçada), num navio da antiga Moore McCormack que escalou em Santos em 1966. Aquela experiência, que completa neste ano o 45º aniversário, sequer teve registro fotográfico.

A conteinerização avançou, aprendendo com os erros, como a condensação da umidade no contêiner que saía dos trópicos para a gelada Europa, estragando o café. Vieram os contêineres ventilados, frigorificados, tanques, flexíveis, desmontáveis, extra-altos. Pensou-se em alternativas como o contêiner extra-largo ou o transporte ferroviário double-stack (com um contêiner sobre o outro nos vagões), que no Brasil não eram viáveis devido ao pequeno gabarito de túneis e viadutos, ou da pouca largura nas estradas.

Nestas poucas décadas, a conteinerização dominou o transporte de cargas, e agora, quando parecia ter atingido o limite, continua avançando mesmo assim. Até pela gramática.

POR: Carlos Pimentel Mendes

FONTE: PORTO GENTE