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Notícias

O Twitter do início do século 20

O mar, quando quebra na areia, não é só bonito, bonito, como canta o compositor baiano Dorival Caymmi. Às vezes, também é mágico. Como quando despeja na praia uma garrafa.

Humm, tem alguma coisa dentro dela. Parece… É uma mensagem. Curioso para ver o que ela diz? Vamos lá, então. Está escrito:

“Para evitar conflitos, deixo tudo que tenho a quem achar esta garrafa. 20 de junho de 1937. Daisy Alexander”.

Daisy era uma ricaça inglesa excêntrica, filha única de Isaac Singer, dono das máquinas de costura que conquistaram o mundo. O seu passatempo consistia em jogar bilhetes engarrafados nas águas do Tamisa.

Aquele foi o último. E quem o recolheu, milhas além, no litoral da Escócia, foi o humilde lavador de pratos Jack Wurm – um sortudo: a fortuna de Daisy era de 12 milhões de dólares, um dinheirão para a época.

Era um correio moroso e imprevisível, uma espécie de twitter do início do século 21. Para onde iam esses tweets, quando chegariamo e quem iria recebê-los? Só Deus sabia.

Podia levar muitos anos, mas nem os gigantescos blocos de gelo do Ártico que afundaram o imponente Titanic, nem as violentas tempestades tropicais, nem os monstros marinhos que povoaram a imaginação dos marinheiros da antiguidade, era capazes de impedir que mensagens do gênero aportassem em algum ponto do planeta.

Pequena Recompensa

Veja a que consta dos registros do Instituto de Navegação do Canadá. Jogada nas águas do Atlântico, por Donald Mansen, capitão do navio inglês Superior, em 1935. Ela viajou por mais de 15 mil quilômetros, até aparecer em Quebec.

Anunciava o nascimento de uma criança: ” Esta manhã, veio à luz um menino. O bebê e os pais passam bem e os passageiros estão felizes com o acontecimento”.

A mensagem recordista de permanência nos oceanos, data de 1914. Foi fisgada por um pescador no Mar do Norte, em 1996, ou seja, 82 anos depois. Oferecia uma pequena recompensa – 1 libra esterlina para quem a enviasse ao governo britânico. Era uma saudação à rainha-mãe.

Curioso é que esse antigo costume é visto hoje como um poderoso meio de comunicação. No dia 16 de maio de 1998, militantes do Movimento Nacional dos Direitos Humanos deixaram nas praias de Natal, Rio Grande do Norte, mil mensagens dentro de 600 garrafas, com o objetivo de chamar a atenção para o julgamento do policial Jorge Fernandes, acusado de pertencer a um grupo de extermínio.

Eles justificaram sua ação com o argumento de que os velhos mecanismos (imprensa, boca-a-boca, panfletos, etc.) não garantiam mais um nível de comoção que levasse a sociedade a se envolver com causas dessa natureza.

“Se pretendemos maior impacto precisamos buscar métodos diferentes”, disseram os militantes.

Promessas de Amor

Era mesmo uma fórmula original. E que comovia. Tanto que virou livro e foi parar nas telas dos cinemas. O romance ‘As Palavras Que Nunca Te Direi’, de Nicholas Sparks, inspirou o belo filme ‘Uma carta de Amor’, que conta a história de Garret Blaker (Kevin Costner) e Theresa Osborne (Robin Wright Penn), um homem e uma mulher sentimentalmente arruinados, cuja vidas se cruzaram e ganharam novo alento, graças a uma série de mensagens que Garret lança ao mar em garrafas seladas.

Por sinal, as promessas de amor eram as que mais viajavam pelas ondas do mar. Mas nenhuma tão surpreendente quanto a recolhida, em maio de 1957, pelo comerciante Sebastiano Puzzo, nas costas da Sicília, na Itália.

Era uma nota, datada de dezembro de 1955, de Ake Viking, marinheiro sueco, pedindo a garotas de 16 a 20 anos de idade, loucas para casar, que escrevessem para ele.

Puzzo, só por brincadeira, pediu à sua sobrinha Paolina que respondesse a Ake. “Só por brincadeira”, ela concordou. Precisa dizer o que aconteceu depois? Isso mesmo: Um ano depois, Ake e Paolina acabaram se casando.

FONTE: REPORTER NET







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