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Mar junto a Fukushima tem radioactividade 1250 vezes acima do limite de segurança

O nível de radioactividade no mar ao largo da central nuclear de Fukushima Daiichi subiu 1250 vezes acima do limite de segurança, depois de duas semanas de crise naquela central de seis reactores. Os níveis de iodo-131 em excesso foram detectados ontem na água do mar, 330 metros a Sul da central, informou a Agência japonesa de Segurança Nuclear, citada pela estação de televisão japonesa NHK.

Este é o valor de radioactividade mais elevado detectado no mar junto a Fukushima desde que as medições começaram, esta semana. Na terça-feira, os níveis de iodo radioactivo eram 126 vezes superiores ao limite fixado pelo Governo nipónico no Oceano Pacífico.

A Tepco (Tokyo Electric Power Company) ainda mediu a concentração de césio-137 e encontrou uma concentração quase 80 vezes superior ao limite legal.

A central estima que água radioactiva de um dos reactores da central pode estar a infiltrar-se no subsolo e a chegar ao mar.

A agência garante que a radioactividade na água do mar não representa uma ameaça imediata para as pessoas que vivem num raio de 20 quilómetros, até porque as correntes marinhas ajudam a dispersar o iodo e a diminuir os níveis de contaminação. Os materiais radioactivos já terão sido diluídos "significativamente" quando forem ingeridos pelas espécies marinhas, acrescenta a agência. A actividade pesqueira está suspensa naquela zona.

Olivier Isnard, especialista do Instituto de Radioprotecção e Segurança Nuclear (IRSN) ouvido pela agência AFP, está preocupado. "A água altamente radioactiva escorre dos edifícios da central e regressa ao mar, o que é preocupante para os peixes e algas". Ainda assim, a quantidade de radioactividade absorvida pelas algas e animais marinhos pode ser menor se as marés conseguirem diluir o iodo.

Hoje, o porta-voz do Governo, Yukio Edano, disse em conferência de imprensa que é difícil prever quando é que a crise na central de Fukushima vai acabar. "Estamos a tentar evitar que a situação piore", citou a agência de notícias japonesa Kyodo.

O que se passa na central de Fukushima Daiichi

A corrida contra o tempo continua na central nuclear, onde cerca de 300 engenheiros trabalham em turnos para estabilizar os seis reactores, danificados pelo sismo de magnitude 9,0 e tsunami de 11 de Março. Mas, várias vezes, as operações na central são interrompidas por picos de radioactividade e dificuldades técnicas.

Hoje está a ser injectada água doce, em vez de água salgada, no edifício do reactor 2. A medida foi tomada para evitar a acumulação de sal no interior do reactor, o que poderia dificultar o arrefecimento da central.

Quanto ao reactor 1, a Tepco informou hoje ter encontrado água fortemente radioactiva no subsolo do edifício da turbina. "Pode ser água dos vasos de contenção do reactor que se escapou por túneis ou válvulas danificadas que ligam (o reactor) ao edifício da turbina", explicou à AFP um responsável da agência de segurança nuclear. Água com uma altura de um metro também foi encontrada no subsolo dos edifícios da turbina dos reactores 2 e 4, impondo a realização de análises para verificar se está contaminada.

Anteontem, três funcionários a trabalhar num dos edifícios da central, ligado ao edifício onde está o núcleo do reactor 3 - que utiliza plutónio, mais tóxico do que o urânio usado nos outros cinco reactores - foram expostos a água, com um nível de 15 centímetros, com materiais radioactivos 10.000 vezes superior aos níveis normais no interior de um reactor nuclear. Isto corresponde a 3,9 milhões de becquerels de substâncias radioactivas por centímetro cúbico, explicou a estação de televisão japonesa NHK.

Dois deles foram hospitalizados devido a possíveis queimaduras nos pés causadas pela radiação, informou a operadora da central, Tepco (Tokyo Electric Power Company), citada pela agência de notícias japonesa Kyodo.

FONTE: PÚBLICO
 







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