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Notícias

POR MANUEL CALDEIRA CABRAL

Santa Maria das exportações

Na terça-feira, 1.500 empresários juntaram-se no Europarque, não para se lamuriar, pedir apoios ou fazer diagnósticos, mas para apresentar soluções.
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Apresentaram o seu próprio exemplo, explicando como empresas portuguesas conseguiram manter-se, ter êxito, ou mesmo assumir a liderança em mercados externos.

Em Santa Maria da Feira os intervenientes foram principalmente gestores de empresas exportadoras. Longe de apresentarem um Pais parado ou sem esperança, revelaram uma parte do País que está a crescer e a recuperar a um ritmo acelerado. Apresentaram empresas com projectos e ambição de continuar a crescer onde é mais difícil, em mercados exigentes e em constante mutação.

Cada empresa apresentou a sua solução, o seu caminho, os factores-chave do seu sucesso e como os construiu. Muitos exemplos assentavam numa atitude inovadora, na aposta em mão-de-obra qualificada, e também, nos casos mais recentes, em empresas que arrancaram desde o início a pensar no mercado mundial.

Os empresários presentes falaram também das dificuldades que enfrentaram e das soluções que tiveram de encontrar, dos projectos que não correram tão bem e das inflexões de estratégia que tiveram de fazer.

O efeito demonstrador dos exemplos apresentados pode ser muito útil às empresas que têm já projectos ou a ambição de se expandir para novos mercados.

Em Santa Maria da Feira ninguém se referiu a uma Santa Maria das Exportações, que milagrosamente vai pôr o País a crescer. Nas exportações, como no resto da economia, não há milagres. Há muito trabalho. Há pessoas que acreditam, que arriscam e que em tantos casos estão a ter sucesso.

No Europarque falou-se de novas soluções, de casos de associação de empresas que estão a ter bons resultados, facilitando o acesso a mercados externos de empresas de pequena dimensão. Falou-se também da associação entre empresas grandes e empresas pequenas, com as primeiras a servirem de porta-aviões para prepararem e lançarem as suas fornecedoras nos mercados de exportação. Exemplos interessantes de sinergias nos transportes e logística, entre empresas que exportam e empresas que recebem importações e a forma como os pólos de competitividade estão a contribuir para reforçar a capacidade exportadora, estiveram também em discussão.

Discutiu-se ainda a importância das melhorias do funcionamento das infra-estruturas portuárias e aeroportuárias para a facilitação das exportações e a necessidade de continuar a reduzir entraves administrativos, e simplificar o acesso aos apoios comunitários. Várias vozes se levantaram na discussão sobre o financiamento das actividades exportadoras, tendo ficado um claro compromisso do sector financeiro de dar prioridade ao apoio ao sector exportador. Os bancos já compreenderam que, em 2011 e 2012, esta será a parte da economia portuguesa em que haverá crescimento.

Portucel, Grupo Amorim, Autoeuropa, Embraer, Sovena, Sogrape, Lanidor, Kyaia, Cisco, Novabase, Efacec ou Hovione mostraram interessantes casos de empresas que em Portugal exportam em sectores tão diferentes como os da fileira florestal, materiais de construção, agro-indústrias, vestuário, calçado, automóvel, aeronáutica, farmacêutica, material eléctrico, ou a informática. Estes exemplos, e os de muitas empresas, contagiaram todos os que passaram pelo Europarque na terça-feira. Ficou claro que muitas empresas estão a conseguir crescer e estão a fazê-lo de forma sólida e sustentada, estando localizadas em Portugal Ficou claro que muitos empresários portugueses conseguiram liderar projectos com forte sucesso no mercado mundial.

Os dados sobre as exportações de Dezembro (com um crescimento nominal superior a 15,8%) confirmam que estes exemplos não são casos isolados. O entusiasmo com que tantos empresários vieram ouvir estas experiências sugere que muitos têm a ambição e acreditam que podem fazer o seu próprio caminho na conquista dos mercados externos.

2011-02-10
Manuel Caldeira Cabral, Universidade do Minho, Jornal de Negócios