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Notícias

BASÍLIO HORTA

Portugal – Angola. Um futuro conjunto

Portugal e Angola estão obrigados a uma parceria natural. Por uma história comum de séculos, por um passado recente de reequilíbrio na igualdade, pelos interesses mútuos actuais mas, sobretudo, pelo desejo de construir um futuro conjunto.

As relações entre Portugal e Angola conhecem actualmente o seu ponto mais alto desde a independência em 1975. A excelência "das relações comprova-se nas áreas política, social, cultural e, como não podia deixar de ser, económica. Nesta última área, o motor do desenvolvimento de qualquer país, as relações entre os dois Estados alteraram-se, qualitativamente nos últimos anos. Para melhor. Angola é o nosso principal mercado de exportação fora da Europa. Mas Angola não é só destino de vendas portuguesas. É investimento produtivo das mesmas, criação de postos de trabalho e transferência de tecnologia. É, realmente, um contributo que queremos cada vez maior, para o desenvolvimento de Angola e para a melhoria das condições de vida dos angolanos. O aumento da qualidade na relação económica entre os dois países traduz-se, também, na crescente - e bem-vinda! - presença de interesses económicos e financeiros angolanos em Portugal. A tomada de posição no capital de bancos e outras empresas atesta do interesse natural e profundo que os angolanos têm pela economia portuguesa. Este reequilibrar de uma relação que se quer o mais saudável e profícua possível é, assim, de saudar. Que os empresários angolanos e portugueses saibam aprofundá-la, no respeito dos seus interesses mútuos e individuais. São as empresas e, sobretudo, as gerações actuais e vindouras que ganham com isso.

 

Gostava de sublinhar que para Portugal, Angola é um mercado onde as empresas portuguesas têm uma maior vantagem comparativa em relação a outros destinos: a história comum, os afectos partilhados, a língua que nos une e um passado recente feito de parcerias e sucessos económicos. Apraz-me registar que os muitos empresários portugueses que demandam Angola, quer englobados em missões, quer a nível individual, fazem-no com respeito por um mercado muito promissor e crescentemente sofisticado. Dois exemplos comprovam-no: as empresas portuguesas, em parceria ou sozinhas, que laboram no mercado angolano exigem de si mesmas a qualidade final que atingem em Portugal nas suas produções. Por outro lado, à angolanização crescente dos recursos humanos é um facto: hoje em dia, as operações portuguesas em Angola dependem, em grande parte, de quadros angolanos qualificados. Estes exemplos atestam da natureza ímpar da relação entre portugueses e angolanos e da cumplicidade entre os tecidos económicos dos dois países. Angola não é um mercado de oportunidade: é um mercado de continuidade. Em Angola, as empresas portuguesas não vão e vêm ao sabor da conjuntura, estão, lado a lado com as angolanas.


2010-11-11 10:07
Basílio Horta, Presidente da AICEP, Diário de Notícias