Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística



Notícias

Funchal e Lisboa vão receber 200 cruzeiros até ao fim do ano

No Funchal, a retoma de um mercado que representa meio milhão de passageiros por ano começou este mês. Em Lisboa, o ritmo de chegadas está a acelerar desde meados do Verão.

Funchal e Lisboa estão a recuperar juntos da paragem forçada do mercado de cruzeiros durante a pandemia. Em conjunto, os dois principais destinos nacionais deste segmento turístico têm 198 cruzeiros marcados até ao final do ano (com alguns a passar pelos dois portos).

No Funchal, são 100 escalas até ao final do ano. Paula Cabaço, presidente do conselho de administração da Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM), não esconde a satisfação pela retoma de um sector, o dos cruzeiros, que paralisou durante a pandemia. E que, quando regressou, navegou ao largo do arquipélago madeirense.

“Confirmou-se o que todos desejávamos: os navios de cruzeiro regressam a partir deste mês aos portos da região. O que era esperança passou a quase certeza, um quase que se deve ao facto de a pandemia ainda estar por aí”, escreveu Paula Cabaço, no início desta semana, na newsletter da APRAM, num artigo em que titula: “Outubro da nossa esperança”.

O porto do Funchal, se tudo correr conforme planeado, vai receber até ao final de Dezembro perto de 100 escalas de navios de cruzeiro. Um número redondo, que contrasta com quase dois anos de paralisia do sector, durante o qual os dedos de uma mão chegaram para contar os cruzeiros que visitaram a Madeira.
...............................................................................................
11 navios reservam passagem de ano na Madeira

Um dos grandes momentos da época de cruzeiros na Madeira é a passagem de ano, que no Funchal é assinalada com um espectáculo de fogo-de-artifício. A deste ano, diz Paula Cabaço ao PÚBLICO, já está a suscitar interesse por parte de várias companhias.

“Já há reservas para o final do ano, algumas delas marcadas há vários meses. Neste momento, 11 navios reservaram cais ou fundeadouro”, diz a presidente da APRAM.

No ano passado, apenas três navios de cruzeiro, estiverem presentes na baía do Funchal, para assistir ao espectáculo pirotécnico, devido à pandemia.

O sector, que foi um dos mais afectados pelas restrições sanitárias, tem investido muito na implementação de protocolos de higiene e segurança. E os portos, não ficam atrás. “Ainda em 2020, durante o período em que os cruzeiros estiveram parados e os portos encerrados, a APRAM foi pioneira a nível nacional no que se refere à elaboração do Plano de Gestão dos Portos, no âmbito da covid-19”, recorda Paula Cabaço, explicando que a gare marítima foi alvo de uma profunda adaptação, ao nível de circuitos de fluxos de passageiros, desinfecção de espaços e equipamentos, e zonas de controlo para responder a esta nova realidade. Um investimento de 500 mil euros, que foi reconhecido pelas principais entidades certificadoras nacionais, como o Turismo de Portugal e a SGS.
....................................................................................................................................................
A retoma começou a desenhar-se logo a 1 de Outubro, com a chegada do navio Amera que, entre passageiros e tripulantes, chegou com mais de mil pessoas a bordo. Seguiu-se o The World, no dia seguinte, e o Ventura, na passada quinta-feira. Um gigante dos mares, com capacidade para 3600 passageiros e 1200 tripulantes. Até ao final do mês, estão previstas 29 escalas, cinco das quais param depois no Porto Santo.

Apesar do entusiasmo – o último movimento de cruzeiros na Madeira aconteceu em Maio do ano passado, sem contar com as duas viagens em Junho do “World Voyager”, da Mystic Cruises de Mário Ferreira, que efectuou dois cruzeiros entre as ilhas dos Açores e da Madeira –, Paula Cabaço é cautelosa.

“Prevemos que esta retoma seja gradual e progressiva”, perspectiva a responsável pela APRAM, apontando para 2023 o regresso dos portos madeirenses aos números pré-covid.

“Nos cinco anos anteriores à pandemia, os portos da Madeira registaram um total de 1493 escalas e um movimento de 2 779 820 passageiros”, contabiliza, explicando que nas 100 escalas prevista até ao final do ano – “se não houver surpresas” –, o número de passageiros por navio será inferior ao habitual, devido às limitações de lotação impostas pela pandemia.

O mercado dos cruzeiros representa perto de meio milhão de entradas de turistas na região autónoma. Representa cerca de um quarto do total do total das visitas – sendo que o grosso, perto de 1,6 milhões de pessoas, chega por via aérea.

Mesmo assim, o executivo madeirense tem investido bastante nas infra-estruturas portuárias. No ano passado, foram concretizados projectos a rondar os cinco milhões de euros, ao nível da segurança e das operações. Em andamento, está a obra de construção do edifício de apoio ao Cais 6, com toda a zona envolvente a ser reabilitada. “Recomeçámos a chamada época alta de cruzeiros, com boas perspectivas”, resume Paula Cabaço.

Como receita anual para a APRAM, o mercado dos cruzeiros representa cerca de quatro milhões de euros, mas o impacto na economia regional é significativamente superior. Estudos recentes da administração dos portos do arquipélago apontam para 50 milhões de euros derramados anualmente na economia madeirense.

Os portos, que estiveram encerrados durante o pico da pandemia, abriram oficialmente em Outubro do ano passado, mas o movimento tem sido praticamente residual. A indústria paralisou, e, quando retomou, preferiu operar em circuitos fechados, como aconteceu em Canárias, com cruzeiros entre as várias ilhas, ou nas regiões autónomas portugueses, sem o mesmo sucesso, através do World Voyager.

Esta retoma acontece quando a Madeira se prepara para aligeirar as medidas de combate a pandemia, que, mesmo com os números de casos reduzidos (107 casos activos de covid-19, de acordo com o relatório mais recente das autoridades de saúde regionais), continuam a ser mais restritivas do que no continente. O recolher obrigatório, por exemplo, continua a vigorar entre as duas e as cinco horas, e as discotecas continuam encerradas. Pelo menos até ao final da próxima semana, altura em que o executivo madeirense vai rever estas medidas.

Lisboa com 98 escalas

No caso do Porto de Lisboa, e apesar de os cruzeiros terem sido autorizados a partir do passado dia 17 de Maio, depois da interrupção iniciada em Março de 2020, o primeiro navio atracou apenas a 26 de Julho, trazendo a bordo 155 passageiros. O ritmo aumentou nos dois meses seguintes, com duas escalas e 320 passageiros em Agosto, seguindo-se 12 escalas e 10.892 passageiros em Setembro.

Para o último trimestre do ano, de acordo com as informações prestadas ao PÚBLICO por fonte oficial do Porto de Lisboa, estão previstas 98 escalas. Assim, em termos semestrais (e anuais, uma vez que não houve cruzeiros na primeira metade do ano), o número de cruzeiros deverá chegar aos 113. Este número compara com as 310 escalas que se realizaram em 2019 na capital, envolvendo mais de meio milhão de passageiros. Já em 2020 realizaram-se apenas 33 escalas, todas antes de 14 de Março, interrompendo um ciclo de crescimento.

fonte