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Notícias

Lisboa e Almada vão ser ligadas por táxi fluvial

No decorrer da apresentação das obras de requalificação da frente ribeirinha de Lisboa na zona do Terreiro do Paço, foi anunciado que haverá uma ligação de táxi fluvial entre Lisboa e Porto Brandão, no concelho de Almada.

O Novo Cais de Lisboa vai permitir construir um jardim frente à Estação Sul-Sueste e à saída do Metro do Terreiro do Paço e limpar o rio Tejo junto ao Cais das Colunas. O investimento neste projeto será de 27 milhões de euros, dos quais 16 milhões têm origem no fundo de desenvolvimento turístico e o restante valor – 11 milhões de euros – serão viabilizados pela Associação de Turismo de Lisboa.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, comentou que vai acontecer “a devolução da Doca da Marinha às pessoas e à cidade”, sendo que até à data, este “era um espaço vedado com um muro alto e uma vedação por cima, que era uma área destinada às operações da Marinha portuguesa no Tejo, em matéria de combate à poluição”.

Nos trabalhos de requalificação desta zona da capital, a Doca da Marinha ficará preparada para acolher embarcações tradicionais para passeios turísticos e serão criadas duas zonas verdes.

A Câmara Municipal e a Associação de Turismo de Lisboa querem também fazer um aproveitamento dos pontões de Alcântara, Belém, Cais do Sodré, Algés e Parque do Trancão. Na margem sul do Tejo, as infraestrutura deverão ser identificadas pela Administração do Porto de Lisboa. O documento apresentado pela autarquia esclarece que “a Associação de Turismo de Lisboa deverá apresentar, até ao final do primeiro trimestre de 2020, uma proposta de infraestruturas a integrar no projeto e o respetivo faseamento". Mais se pormenoriza que “as obras de construção e/ou reabilitação da primeira fase da rede de infraestruturas de acostagem deverão estar concluídas até ao final do primeiro semestre de 2021”. Lê-se ainda que “o tráfego fluvial atualmente existente permite o transporte de passageiros e de mercadorias entre as duas margens do estuário [do Tejo], bem como ao longo de uma parte significativa do rio, um potencial que não foi suficientemente explorado, seja para fins turísticos e de lazer, seja para transporte de passageiros, seja para outras formas de transporte fluvial como embarcações tradicionais, táxi boats ou Uber boats”.

“Efetivamente, a ampliação através do Rio Tejo de novas opções de mobilidade, seja ao longo das margens, seja entre margens, permite simultaneamente potenciar novas oportunidades de negócio de iniciativa privada, dinamizar a economia real, permitindo alternativas de transporte mais flexíveis e diversificadas, passíveis de aproximar as margens entre si e os centros urbanos em cada margem, e promover o desenvolvimento económico e social e coesão territorial”, explica o mesmo documento.

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