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Notícias

Naufrágio mais célebre da extensa história trágico-marítima da costa de Peniche

Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática verifica os restos arqueológicos do «San Pedro de Alcantara»

O CNANS da DGPC monitoriza o estado de conservação dos sítios arqueológicos subaquáticos. As condições de mar nos últimos dias permitiram verificar os restos arqueológicos do "San Pedro de Alcantara", um navio de guerra espanhol de 64 canhões que naufragou junto a Peniche em 1786 e onde faleceram 128 pessoas.

Neste local também se encontram os vestígios do cargueiro "João Diogo", que naufragou em 1963.

O CNANS agradece a Alexandre Cruz, à tripulação da traineira "Deusa dos mares", ao ICNF e à Capitania do Porto de Peniche, que contribuíram para que se pudesse realizar este trabalho.


O naufrágio mais célebre da extensa história trágico-marítima da costa de Peniche ocorreu a 2 de Fevereiro de 1786 quando o navio espanhol San Pedro de Alcantara naufragou junto aos rochedos da península da Papoa.

Neste navio, proveniente do Peru e que tinha como destino Cádis, viajavam cerca de quatrocentas pessoas, entre espanhóis, crioulos, índios e prisioneiros incas, envolvidos na revolta, alguns anos antes, encabeçada por célebre chefe índio Tupac Amaru.

O San Pedro de Alcantara transportava uma carga excepcional de mais de 150 toneladas de moedas de ouro e prata, e 600 toneladas de cobre, à qual se deve juntar o peso dos seus 64 canhões, de um lastro de quase 140 toneladas de pedra, de 100 toneladas de quinquina (planta sul americana), de seis toneladas e meia de cacau, e por fim da água e da alimentação necessária para o quotidiano a bordo.

Vergado pelo excessivo peso da sua carga, viria a naufragar na costa de Peniche desencadeando durante os três anos seguintes uma gigantesca operação de salvamento que, permitindo a recuperação de cerca de 90% da carga transportada, abalou a pacatez do quotidiano penichense.

Na sequência do naufrágio do navio espanhol San Pedro de Alcantara no qual viajavam cerca de quatrocentas pessoas, terão perecido neste fatídico acontecimento 128 passageiros, cujos corpos muitas vezes desfeitos pelas rochas e pela força do mar foram apressadamente enterrados, por populares e pelos frades franciscanos do Convento do Bom Jesus (situado nas proximidades) num improvisado depósito funerário localizado no sítio do Porto da Areia Norte.

No âmbito do projecto de investigação do navio San Pedro de Alcantara, desenvolvido por uma equipa de arqueologia liderada por Jean-Yves Blot e Maria Luísa Blot, foi possível identificar o local de 80 dos enterramentos e escavar perto de três dezenas, facto que possibilitou o desenvolvimento de um estudo antropológico definidor do sexo, idade provável à data da morte, tipo antropológico ou patologias de alguns dos náufragos, e na sequência do qual se confirmou a heterogeneidade antropológica dos viajantes do San Pedro de Alcantara.


 












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