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Notícias

Secretário de Estado do Ambiente defende dragagens no Sado e Tejo

O Secretário de Estado do Ambiente está convencido de que as novas tecnologias e a capacidade da engenharia portuguesa vão permitir minimizar os impactes ambientais das dragagens previstas para os rios Sado e Tejo.

“Hoje em dia as tecnologias disponíveis permitem fazer esse trabalho” e lidar com “a problemática do risco”, disse Carlos Martins (na foto), acrescentando que “os engenheiros portugueses tem mostrado, ao longo dos anos, que tem capacidade para fazer obras de grande envergadura, de as fazer bem, e acautelando os valores ambientais que estão em jogo”.

Questionado pelo PÚBLICO, sobre se a população de Setúbal tem razões para temer as dragagens que estão prestes a começar, o governante defendeu que “as pessoas tem que se habituar um pouco mais a confiar nas capacidades técnicas da engenharia portuguesa” e considerou que a contestação às obras de alargamento dos canais marítimos de acesso ao Porto de Setúbal tem pouca sustentação técnica.

“Só por haver uma ou outra opinião de natureza contrária, às vezes muito pouco sustentada tecnicamente, não se pode fazer comparação entre coisas que são muito estudadas e coisas que são intuições. Os portugueses tem uma tendência para ‘achar que’ mas o ‘achismo’ às vezes, do ponto de vista técnico, não é a melhor maneira de abordar estes temas tão complexos”, afirmou Carlos Martins.

Sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para a construção do novo Terminal de Contentores do Barreiro, que está em fase de consulta pública, o secretário de Estado entende que o trabalho “identificou os riscos e as medidas para lidar bem com esses riscos”, pelo “agora há que fiscalizar e acompanhar” a concretização da obra.

Carlos Martins diz-se “seguro” de que o promotor, a Administração do Porto de Lisboa (APL) fará os “ajustes” necessários e as “medidas de minimização que houver a tomar” e que serão “acautelados os valores ambientais em presença”.

O projecto de construção do novo porto no Barreiro prevê a dragagem de 26 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do Tejo, mas o secretário de Estado sublinha que não é a quantidade que importa.

“Avaliando os riscos e gerindo os riscos, não é por a sua dimensão ser mais quantitativa ou menos quantitativa que o risco é mais elevado. Às vezes lidamos com quantidades imensas e não há risco nenhum ou risco zero, e outras vezes com quantidades pequenas podemos ter riscos maiores”, disse.

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