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SUDOESTE DE AVEIRO

Quercus deixa recomendações mas dá luz verde a produção de salmão em aquacultura

A Quercus participa na consulta pública para a instalação de aquacultura a sudoeste de Aveiro e não se opõe ao projecto de criação de salmão em mar aberto.

A autorização requerida destina-se à instalação de uma unidade experimental de aquacultura para a avaliação do crescimento de Salmão do Atlântico (Salmo salar) em condições offshore, a 11 milhas náuticas a sudoeste de Aveiro.

A autorização terá uma validade por um período de 12 meses. A área total a ocupar pelo projeto será de 250.000 m2 caso a exploração avance.

A aquacultura de salmão em mar aberto avança pela mão da Seaculture que reúne apoio de investigadores universitários de Aveiro e do Ecomare.

Trata-se de um investimento do grupo Jerónimo Martins que pretende o título de utilização privativa do espaço marítimo nacional para a instalação da unidade e dessa forma fornecer o mercado nacional.

Essa produção fica instalada a cerca de 11 milhas náuticas a sudoeste de Aveiro e procura testar em águas diferentes das da Noruega (na foto) a produção de salmão. Caso resulte o projeto poderá ser alargado aos 250 mil metros quadrados.

A Plataforma de Organizações Não Governamentais Portuguesas sobre a Pesca (PONG-Pesca), da qual faz parte a Quercus, esteve presente numa sessão de esclarecimento realizada na Direção-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Na lista de preocupações estão as reservas sobre projetos de exploração em áreas não previstas no projeto de Plano de Situação do Ordenamento do Espaço Marítimo Nacional (PSOEM) ainda numa fase de revisão; a proximidade do projeto à Zona de Proteção Especial Aveiro-Nazaré e as dúvidas sobre a possível evolução para um modelo comercial e o enquadramento na estratégia nacional para a aquacultura.

A Quercus regista “com agrado” o compromisso tanto da parte do promotor do projeto como da DGRM de que qualquer fase subsequente será alvo de um processo de Estudo de Impacto Ambiental.

Para a PONG-Pesca é essencial que os projetos de aquacultura a desenvolver em Portugal “não venham agravar os impactos causados pelas atividades já existentes no mar, pelo que é essencial optar por práticas de produção com impactos ambientais baixos e com taxas de conversão alimentar baixas”.

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