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Notícias

LÍDIA SEQUEIRA:

Grande armador vai modificar perfil do porto de Setúbal

Num debate com dois presidentes e um vogal das principais administrações portuárias do país, discutiram-se os grandes desafios de cada um deles. Entre projectos, investimentos e tendências, vários temas foram abordados.

“Em breve vamos ter um grande operador logístico (armador) mundial em Setúbal, que vai, com certeza, mudar o perfil do porto”, anunciou Lídia Sequeira, Presidente da Administração do Porto de Lisboa (APL), SA, e da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), SA, durante um debate sobre administração portuária realizado na última semana no âmbito da 4ª Conferência Internacional de Engenharia e Tecnologia Marítima (Martech) e das 15ªs Jornadas de Engenharia e Tecnologia Marítima organizadas pelo Instituto Superior Técnico (IST) e a Ordem dos Engenheiros.

Sem querer ainda divulgar o nome do operador, Lídia Sequeira fez esta referência em resposta a uma questão do moderador sobre quais os desafios que enfrentam os portos nacionais, acrescentado que Portugal deve “deixar de pensar em operadores logísticos localizados, para pensar no país e nos portos nacionais como uma grande plataforma logística global”. Na opinião da presidente da APL e APSS, “os portos devem ser um segmento dessa plataforma logística global”, para a qual “temos que atrair os grandes operadores logísticos mundiais”.

José Luís Cacho, presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), igualmente no painel, secundou a opinião de Lídia Sequeira. “Desde cerca do ano 2000, os portos evoluíram de tal forma que deram um salto qualitativo muito grande, até aos dias de hoje”. Segundo afirmou, “hoje olhamos para os portos como grandes plataformas logísticas, integradas em toda uma cadeia de valor, como um nó dentro dessa cadeia”. E isso tem muito a ver com o facto de “os armadores, que há 10 ou 15 anos, eram armadores puros e duros, hoje serem também operadores de terminais”, sublinhou.

No plano nacional, esse contexto tem levado a alterações no funcionamento dos portos, “designadamente com a entrada de um grande operador mundial em Sines, como é a PSA, e agora com a Yilport no porto de Leixões, Lisboa e Setúbal”. Mantendo que cada porto tem a sua identidade, José Luís Cacho entende que devemos olhar para os portos nacionais “na perspectiva da sua integração na Península Ibérica” e admite que vamos ver a Península Ibérica, por sua vez, cada vez mais integrada num plano global, onde terá uma centralidade crescente “como porta de entrada na Europa”.

A presidente da APL e APSS lembrou ainda que no porto de Setúbal estão a ser enfrentados vários desafios, relacionados com a dragagem do canal da barra (15 metros) e do canal norte (13,5 metros), com 25 milhões de euros de financiamento da administração portuária sem recurso ao crédito e com apoio de fundos europeus. Lídia Sequeira recordou que o concurso “correu bem”, tal como a Declaração de Impacto Ambiental. Todavia, um concorrente não se conformou com o resultado e interpôs uma providência cautelar, a que a administração portuária respondeu com a invocação do interesse púbico, que aguarda decisão judicial.

Sobre o porto de Sines, José Luís Cacho referiu os grandes desafios que constituem o novo terminal de contentores Vasco da Gama, para cuja construção (em fase de estudo de impacto ambiental) deverá ser lançado concurso ainda este ano, e a ampliação do Terminal XXI, no quadro da Estratégia para o Aumento da Competitividade dos Portos nacionais, lançada pelo Governo em 2016.

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