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A TRADIÇÃO MARÍTIMA VOLTOU À CIDADE. OS CRUZEIROS SÃO MAIS PROCURADOS PARA FÉRIAS

Lisboa não fica só a vê-los passar

Lisboa é cada vez mais o destino de eleição dos turistas, epíteto comprovado pelos consecutivos resultados positivos que a cidade tem conquistado no setor. E agora que a capital portuguesa até tem um novo terminal de cruzeiros, são cada vez mais aqueles que chegam e partem pela foz do Tejo, apaixonados por esta forma intemporal de viajar.

Em 2017, aportaram em Lisboa 172 navios, que trouxeram à capital 302 mil turistas. Destes, 274 mil estavam em trânsito e cerca de 28 mil em regime de ‘turnaround’ (a embarcar ou desembarcar em Lisboa). Cerca de 6500 eram portugueses.

"A atividade do Porto de Lisboa tem vindo a aumentar substancialmente. Lisboa é uma cidade encantadora, onde há muito para ver e para fazer. A juntar à beleza, tem um clima e uma gastronomia fantásticos, aspetos muito valorizados pelos turistas. Os preços atrativos, bem como o nível de segurança, são atributos que tornam a cidade no destino ideal para este e todo o tipo de viagens.

Além disso, as distinções que Lisboa tem vindo a alcançar, como o prémio de Melhor Porto de Cruzeiros da Europa, atribuído em setembro passado pelos World Travel Awards Europe, contribuem para melhorar o posicionamento do Porto de Lisboa e da cidade e atrair cada vez mais viajantes", admite Vítor Costa, diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa.

Para os próximos anos, espera-se que o crescimento seja "sobretudo em ‘turnaround’" - ou seja, quem voa até ou a partir de Lisboa para iniciar ou terminar o seu cruzeiro e, claro, portugueses. Para os últimos, a facilidade de embarcar em Lisboa faz toda a diferença.

Portugueses como João Sousa, advogado, 61 anos, que veio de Ferreira do Alentejo para embarcar com a mulher, Marcela, e um grupo de amigos. É o quarto cruzeiro que faz. "Já viajei muito de avião e até gosto, mas desde que fiz o primeiro cruzeiro nunca mais quis outra coisa. Descansa-se muito mais: não é preciso andar de mala às costas a fazer escalas, chegar duas horas antes aos aeroportos, as formalidades de embarque sempre que se vai de uma cidade para a outra... aqui o hotel leva-nos para todo o lado! Além disso é económico. Adquirimos o pacote com bebidas alcoólicas por mil e poucos euros. Se tivermos em conta que está tudo incluído para dez dias de férias no estrangeiro, é muito barato!"

O entusiasmo é partilhado por duas amigas da região de Leiria, Isabel Bernardino (54 anos, administrativa) e Maria Leopoldino (54, da Marinha Portuguesa). A primeira até já tinha feito um cruzeiro mas, este ano, resolveram celebrar uma amizade de décadas pelo Mediterrâneo.

Compraram o bilhete um ano antes, para poupar. "Custou-nos 600 e tal euros. Não inclui as bebidas, mas nós nunca bebemos álcool, portanto não faz falta. E embarcar em Lisboa é uma grande facilidade", diz Isabel, que já conhece "meio mundo".

Maria não tem tantos quilómetros no passaporte, mas também adora viajar. "Aqui está sempre tudo assegurado. Sem stress", frisa Isabel. Maria Teresa Sousa, 75 anos, é uma veterana, mas não necessariamente pela idade. Já fez dez cruzeiros nos últimos 20 anos. "Sozinha, acompanhada, com amigos. Ninguém me tira isto! Tento fazer um todos os anos e já conheci o Mundo inteiro assim", conta a arquiteta de interiores, reformada.

Contas à vida
O impacto direto dos cruzeiros na economia portuguesa cresceu 23,8% em 2016 e traduziu-se em 193 milhões de euros de receitas para Portugal, segundo o relatório da Cruise Lines International Association (CLIA) Europe.

Consequentemente, as receitas indiretas - que incluem desde salários a serviços à indústria, como a reparação naval ou acolhimento, também cresceram 25% desde 2015, refletindo-se na criação de emprego (mais 20%), ou seja, 239 milhões de euros no total. Mais de 9600 portugueses têm empregos ligados à indústria dos cruzeiros marítimos.

"No ano passado, o impacto económico total da indústria dos cruzeiros (na Europa) atingiu 40,95 mil milhões de euros, mais 2% do que no ano anterior, incluindo 16,89 mil milhões de euros de gastos diretos das companhias de cruzeiros, como reparações navais, serviços etc.", sublinhou Pierfrancesco Vago, presidente da CLIA Europe.

Um desses trabalhadores portugueses é Paulo Melo, 47 anos, ‘maître’ de um dos restaurantes do MSC Magnifica, empregado nos navios há mais de 20. Natural de Vila Praia de Âncora, primeiro andou em barcos de pesca, mas depois sentiu que era marinheiro de outras águas.

Só somou vantagens: "conheço o Mundo inteiro, casei com uma colega, natural da Ucrânia, que me deu uma filha linda e fiz uma boa poupança, porque aqui ganha-se um pouco mais do que em terra mas, principalmente, não se gasta. Além disso, tenho férias alargadas todos os anos: trabalhamos cerca de seis meses e nos restantes descansamos", congratula-se.

No ano passado, mais de 6,6 milhões de passageiros (entre os quais mais de um milhão de não europeus) optaram por fazer cruzeiros na Europa. Mas "são destinos como o Brasil, Dubai, China, Havana e Caraíbas que estão em crescimento", segundo sublinha Eduardo Cabrita, diretor da MSC.

E ainda há o novo terminal, pronto para atrair rotas e viajantes: "era preciso aumentar a competitividade da atividade portuária para alcançar o aumento do número de cruzeiristas", justifica, por sua vez, Vítor Costa, da Associação de Turismo de Lisboa.

Os cruzeiros fazem-se anunciar como uma boa opção para toda a família mas, segundo a Associação de Turismo de Lisboa, os cruzeiristas que visitam Lisboa têm um perfil próprio: "são turistas que valorizam a possibilidade de visitar um conjunto de cidades na mesma viagem, de descansar a bordo, bem como o preço atrativo dos cruzeiros. Os que visitam Lisboa são, na sua maioria, do sexo masculino, e situam-se entre os 35 e os 54 anos. Há, no entanto, uma grande tendência para realizar este tipo de viagem em casal".

Quando se entra no ‘Magnifica’, que em outubro partiu de Lisboa para dez dias no Mediterrâneo, percebe-se porquê: um spa de luxo, ginásio e vista para o oceano, lojas com as melhores marcas, casino, discoteca, uma sala de espetáculos com 1240 lugares sentados e programação diária, ainda 17 bares, quatro restaurantes, três piscinas e, sobretudo, a promessa de um ‘dolce fare niente’.

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