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Notícias

Limitar comércio de tubarões vai conservar as espécies

O diretor do Centro de Oceanografia da Universidade de Lisboa, Henrique Cabral, classifica a medida que limita o comércio de cinco tipos de tubarão, como mais um passo no sentido da conservação de espécies particularmente ameaçadas.
O especialista frisa que algumas destas espécies só se reproduzem aos 30 e 40 anos de idade, pelo que a sua subsistência no meio marinho depende muito de restrições à sua utilização.

A Convenção Internacional de Espécies Ameaçadas aprovou na segunda-feira, em Banguecoque, a limitação do comércio de cinco espécies de tubarão, numa tentativa de as salvar se serem mortas para a obtenção das barbatanas.
“Muitas destas espécies são capturadas para o comércio de partes do seu corpo, em particular as barbatanas”, afirma Henrique Cabral à agência Lusa.

O responsável pelo Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências sublinha que estão em causa espécies com um ciclo de vida muito longo, uma maturação sexual tardia e uma fecundidade baixa.
“A pesca sobre estas espécies é particularmente delicada”, refere.
O encontro realizado esta semana reuniu 178 estados membros da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES, na sigla em inglês).
Foi acordado o controlo da exportação do tubarão-de-pontas-brancas, do tubarão sardo e de três espécies de tubarão martelo (recortado, gigante e liso).

Apesar de existirem várias espécies de tubarões na costa portuguesa, estas não muito comuns em águas nacionais.
As espécies mais afetadas pela pesca em Portugal são essencialmente as que andam mais à superfície e são apanhadas por anzóis noutro tipo de pescarias. Há porém, alguma pesca dirigida a tubarões de profundidade, nomeadamente em Sesimbra, explica.
As espécies apanhadas à superfície acabam por ser comercializadas quando a carne tem valor comercial para fins alimentares. “Não tanto as barbatanas”, diz.

Em Portugal, o mais comum nestas circunstâncias são o tubarão-anequim e as tintureiras.
A pesca em profundidade visa, além do consumo alimentar, a utilização noutras indústrias, em particular na cosmética ou farmacêutica, devido aos compostos valorizados para estes fins, como substâncias lipídicas.
“Do fígado extrai-se uma substância, que é o esqualeno (com propriedades benéficas para a saúde, a própria pele nalgumas partes do Globo, é vendida como lixa, os dentes como ornamento ou troféu”, exemplifica.
A medida aprovada em Banguecoque ficou aquém da proibição total. Mesmo assim, apesar de aceite, foi alvo de contestação por parte da China e do Japão, onde a sopa de barbatana de tubarão, é considerada uma iguaria, mas levada adiante por países como o Brasil, Colômbia e Estados Unidos.

A norma, que foi proposta pela União Europeia, mereceu 93 votos a favor, 39 contra e oito abstenções. Prevê a emissão de licenças de comércio para garantir a sustentabilidade das cinco espécies, sob pena de sanções da CITES.