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Pescadores queixam-se da falta de lampreia no Mondego

Os pescadores da pesca artesanal da Figueira da Foz alegam que este ano falta lampreia no rio Mondego e que a que existe é vendida barata, mas os restaurantes da cidade contrariam este cenário.

"No rio, há muito pouca lampreia. Eles [os restaurantes] têm de ir buscar a outro lado, devem vir do Norte, do Minho ou do Douro", disse à agência Lusa Alexandre Carvalho, pescador e proprietário de embarcações de pesca artesanal.
Apesar da alegada falta de lampreia, os preços ao pescador estão em baixa, este ano, argumenta.

"Não há lampreia, mas os preços estão baixos. Vende-se a 15 euros cada uma, não se percebe isto", desabafou Alexandre Carvalho, que se tem assumido como porta-voz das cerca de 50 embarcações de pesca artesanal existentes na Figueira da Foz.
A lampreia, cujo período de defeso da pesca começa no final de fevereiro, vende-se para a Figueira da Foz, mas também para as zonas de Penacova e Coimbra, e é adquirida por comerciantes de peixe, intermediários, "um ou dois compradores que compram a grande parte e vão ganhar mais do dobro do que pagam", disse.

Já no caso do sável - peixe de mar que migra para os rios para desovar e que, junto com a lampreia, é cartaz de vários eventos gastronómicos que decorrem na região centro, a partir deste fim de semana até abril -, Alexandre Carvalho assume que "há mais", mas que está a ser adquirido em quantidade na Figueira da Foz por compradores do Norte do país.
Indicou, como exemplo, a safra de sábado, em que o sável "saiu da lota a preços entre os seis e 40 cêntimos o quilo", tendo alguns lotes sido vendidos a um máximo de 1,5 euros.
"Mas, depois, vende-se no Norte a mais de 20 euros por quilo", argumentou.

Ouvido pela Lusa, Mário Esteves, empresário de restauração e principal promotor do festival gastronómico que decorre em 12 restaurantes até domingo, assegura que "há lampreia" e que esta é proveniente do rio Mondego.
"Não tenho tido dificuldade, falei com três fornecedores e garantiram-me que não há dificuldade no fornecimento. Ainda hoje comprei 18, com a garantia que são do Mondego", afirmou.

Mário Esteves paga, em média "20 a 25 euros mais IVA por uma boa lampreia grande" e recusa exemplares médios e pequenos "que são pouco mais do que uma enguia e não servem, porque a lampreia precisa de uma boa posta".
Adiantou que o Festival tem preços mínimos e máximos tabelados, que variam entre os 52,5 a 60 euros para uma lampreia "que dá para três ou quatro pessoas", ficando a dose entre os 15 a 17,5 euros.
Já o sável varia entre os 10 a 12,5 euros a dose.

Também José Alberto Dias alega que a lampreia não escasseia, mas, ao contrário de Mário Esteves e apesar de ter um restaurante na mesma rua, não vai participar no evento, considerando "completamente esgotado" o modelo.
"Não sinto falta de lampreia nenhuma. Este ano já vendi umas 90. Compro diretamente ao pescador há mais de dez anos", esclareceu.
Por esta altura, a lampreia é adquirida a 20 euros o exemplar e o sável a 10 euros o quilo e chega à mesa a preços mais ou menos idênticos, mas por dose.
"Mas a diferença é que damos cinco postas por dose. No caso de uma boa lampreia, dá para duas pessoas e mais qualquer coisa", frisou.
 

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