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VALENTE DE OLIVEIRA, NA GAFANHA DA NAZARÉ:
Os eixos transeuropeus da nova RTE-T vão começar e acabar num porto da rede nuclear
Os eixos transeuropeus da nova "Redes Transeuropeias de Transporte" (RTE-T) vão começar e acabar num porto da rede nuclear, mas cobrirão todos os portos da rede integrada, revelou em Aveiro Valente de Oliveira, coordenador europeu das Auto-estradas do Mar desde Setembro de 2007.
Valente de Oliveira falava na conferência “E-80, Corredor Multimodal para a Europa” que ontem decorreu no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, e justificou a opção de iniciar e concluir os grandes eixos com o facto de “90% do transporte de mercadorias à escala global se efectuar por mar. A rede nuclear incluirá os três grandes portos (Leixões, Lisboa e Sines); os restantes farão parte da denominada rede integrada.”
O eixo E-80, que futuramente, à luz da revisão da RTE-T (que ficará concluída até ao verão), chamar-se-á Eixo 7, vai de Lisboa a Estrasburgo mas liga os diversos portos que não pertencem à denominada “rede nuclear”. A importância da revisão da RTE-T é tanto mais evidente quanto, como recordou Oliveira, “a Europa está bem servida de portos, ferrovias e rodovias, mas elas não formam uma rede, um sistema”.
O ex-ministro português lembrou que no continente europeu ainda são numerosos os “trechos omissos”, sobretudo nas ligações transfronteiriças. Um caso gritante é o da ligação Espanha-Portugal, em que os nossos vizinhos criaram “um verdadeiro cordão sanitário a toda à volta do país ao não eletrificarem nenhuma das ligações ferroviárias, o que impede uma boa ligação”.
Destaque ainda para as intervenções de Mário Lopes, da ADFERSIT, que focou a sua intervenção nos aspetos mais críticos das ligações ferroviárias entre os dois países (falta de harmonização dos sistemas de sinalização, o reduzido comprimento (350 metros) dos by-passes de cruzamento de composições, a articulação entre a gestão dos caminhos de ferro portugueses e espanhóis, e a necessidade de sensibilizar os espanhóis para a ligação Vilar Formoso / Fuentes de Oñoro – Irun / Hendaye (Eixo E-80) como a que mais interessa a Portugal, por ser a que vai direta a Rouen, ou seja, ao coração da Europa. Também para Sines será a mais interessante, defendeu Mário Lopes
Integrada no projecto “Intermodality E-80” a que o porto de Aveiro aderiu, do programa Marco Polo II, no âmbito das medidas de aprendizagem comuns, a conferência foi aberta pelo presidente da Administração do Porto de Aveiro, José Luís Cacho, a que se seguiu a intervenção do presidente da câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, que defendeu a descentralização do poder, alegando que “as pessoas da região são as que melhor defendem e gerem o seu porto de mar”. Com tou ainda com intercvenções do coordenador técnico do projecto “Intermodalidade E-80”, da Tau Planificación Territorial SL, Ramón Garachana Alonso, e do director do Terminal Sograin (Socarpor Aveiro), Nelson Santos, que falou sobre o projeto de expansão daquele terminal cerealífero.

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